WhatsApp está com espionagem nas chamadas; atualize agora

Vulnerabilidade grave no WhatsApp permite que spyware no iPhone e no Android infecte o celular sem o usuário fazer nada
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14 de maio de 2019 às 10h27 - Atualização: 14/05/2019
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Se você usa o WhatsApp, cuidado. Algumas versões do aplicativo estão com problemas com segurança. Foi descoberta uma vulnerabilidade no mensageiro que pode estar sendo explorada para injetar spywares nos smartphones de mais de 1.5 bilhão de usuários, tanto no Android como no iOS.

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A descoberta foi feita por especialistas do próprio WhatsApp. Sendo assim, o próprio app aconselha a correção, que é bem simples: basta atualizar o aplicativo para a última versão nas lojas oficiais do Android e do iOS. Atualmente, cerca de 1,5 bilhão de pessoas estão com o app desatualizado.

O software espião é o NOS Pegasus, e pode ser instalado no dispositivo sem deixar rastros. Basta uma chamada telefônica que o usuário receber em seu dispositivo, sem a necessidade da chamada ser atendida ou sequer respondida. Uma vez instalado, o Pegasus pode ligar a câmera e o microfone de um telefone, escanear e-mails e mensagens e coletar dados de localização do usuário.

A vulnerabilidade no WhatsApp foi descoberta no começo desse mês de maio, mas não começou a ser explorada por terceiros até o último domingo, 12 de maio, quando um advogado dos direitos humanos foi o alvo do primeiro ataque.

Lista de versões do WhatsApp afetadas pela falha de segurança

  • WhatsApp para Android v2.19.134 e anteriores
  • WhatsApp Business for Android v2.19.44 e anteriores
  • WhatsApp para iOS v2.19.51 e anteriores
  • WhatsApp Business para iOS v2.19.51 e anteriores
  • WhatsApp para Windows Phone v2.18.348 e anteriores
  • WhatsApp para Tizen v2.18.15 e anteriores

Software espião disfarçado de “combatente do terrorismo”

O WhatsApp afirma que o ataquem tem características de ser de origem de uma empresa privada que trabalha com governos para entregar um software espião que assume as funções dos sistemas operacionais de smartphones. Vários órgãos de direitos humanos foram notificados para que compartilhem a informação para que a sociedade seja notificada sobre a extensão do problema.

Já a empresa israelense por trás do Pegasus afirmou que vende o software para governos e agências de aplicação da lei para ajudar a combater o terrorismo e o crime, mas vários investigadores e escândalos anteriores confirmam que o aplicativo na verdade é utilizado por até 45 países para ajudar na perseguição de dissidentes, jornalistas e outros civis inocentes, violando os direitos humanos e de privacidade de milhões de pessoas.

A vulnerabilidade, em teoria, afeta um número relativamente pequeno de usuários e tem como objetivo atingir alvos específicos. Porém, é o seu direito (e, em alguns casos, dever) cuidar da sua privacidade. Logo, é mais do que recomendado que você realize a atualização do WhatsApp e se proteger dessa falha de segurança.

Via The Financial Times

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