Preço dos celulares sobe até 20% em 2026 por crise global de chips e alta demanda de IA
Escassez de chips de memória RAM para IA eleva custo dos celulares no Brasil em até 20% em 2026. Saiba quando a alta pode desacelerar e quais modelos são mais afetados.
Resumo por IA
Resumo gerado por IA, revisado pela redação.

Os preços dos celulares no Brasil vão subir até 20% em 2026, afirmam a Samsung e especialistas do setor, devido à escassez mundial de chips de memória RAM provocada pela alta demanda dos data centers de inteligência artificial (IA).
Adicione ao Google NotíciasCrise global de chips e impacto na memória RAM
Gigantes globais como Micron, Samsung e SK Hynix concentram a produção em chips de alta largura de banda (HBM) para data centers de IA, o que reduz a oferta de chips DDR4 usados em smartphones e notebooks. Essa mudança elevou o preço da memória RAM, que deve subir entre 20% e 40% em 2026, segundo Gustavo Assunção, vice-presidente sênior da Samsung no Brasil, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog. Essa alta vai pressionar o custo final dos celulares, que deve subir entre 10% e 20%.
O fenômeno não se limita ao Brasil. A Fast Company Brasil comenta que a escassez de chips DRAM intensifica-se pela demanda das grandes empresas de tecnologia, que ampliam seus data centers para IA, reduzindo o volume disponível para o consumidor final.
Reajustes já em vigor e os modelos mais afetados
No mercado brasileiro, a Samsung já aplicou reajustes de até 18,93% nos preços de seus celulares, com maior impacto nos modelos de entrada e intermediários, que sofrem mais com o aumento dos custos de fabricação. O Galaxy A17 256 GB (5G), por exemplo, teve o preço elevado de R$ 1.849 para R$ 2.199. Os aparelhos topo de linha, como o Galaxy Z Fold 7, sofreram aumentos menores, entre 4% e 6%, porque utilizam memória DDR5, que enfrenta menos restrições de oferta.

Os tablets da Samsung também registraram aumentos significativos. O Galaxy Tab S10 Lite, por exemplo, subiu 28,58% no Brasil desde seu lançamento.
Quando os preços podem baixar e estratégias para consumidores
Especialistas consultados pelo TechTudo e pela CNN Business indicam que a alta deve desacelerar no fim de 2026, à medida que a cadeia de suprimentos se ajuste e a demanda por memória RAM se estabilize. O preço médio global dos smartphones deve subir de US$ 457 para US$ 465 em 2026, ritmo inferior ao registrado em 2025.
Quem pretende trocar de celular deve aproveitar promoções sazonais, como a Black Friday, e considerar modelos do ano anterior, que terão preços mais competitivos quando as novas gerações chegarem. Usar capinhas e fazer manutenção preventiva ajuda a estender a vida útil do aparelho atual.

A alta nos preços dos celulares em 2026 reflete uma crise global que atinge notebooks e outros eletrônicos, com os fabricantes absorvendo custos e repassando-os gradualmente ao consumidor. A indústria enfrentará desafios até que a produção de semicondutores destinada a IA e ao consumo se equilibre, processo que levará anos, segundo Gustavo Assunção.


