A Motorola voltou a mexer com o bolso e a curiosidade de quem olha para celulares dobráveis no Brasil. A nova linha chegou com três modelos, preços entre R$ 5.999 e R$ 15.999 e a promessa de ampliar a disputa num segmento ainda restrito no país.

Adicione ao Google Notícias

O lançamento, anunciado em 12 de maio de 2026, traz o razr 70, o razr 70 ultra e o razr Fold. Com cupom, os valores podem cair para R$ 5.399, R$ 10.799 e R$ 11.499. A faixa tenta cobrir desde o dobrável de entrada até o modelo mais caro da família.

Dobráveis da Motorola já têm preço no Brasil: quem cabe em cada faixa?

O razr 70 parte de R$ 5.999 e aparece como a porta de entrada da linha. O razr 70 ultra sai por R$ 12.999, enquanto o razr Fold chega a R$ 15.999.

Os descontos com cupom reduzem essa conta, mas mantêm uma distância grande entre o modelo mais simples e o fold mais caro.

Modelo Preço Preço com cupom
razr 70 R$ 5.999 R$ 5.399
razr 70 ultra R$ 12.999 R$ 10.799
razr Fold R$ 15.999 R$ 11.499

O desenho da linha separa bem os públicos: o razr 70 mira a entrada no universo dobrável, o razr 70 ultra ocupa a faixa premium intermediária, e o razr Fold mira quem quer o formato mais avançado da categoria.

O nome novo no portfólio é justamente o razr Fold, inédito no país.

Publicidade
Espaço para banner (post-inline-1)

O que muda do razr 70 ao razr Fold sem entrar em tecnicês

O que muda primeiro é o preço, e ele já sugere o tamanho da distância entre os três aparelhos. Entre o razr 70 e o razr Fold, a diferença chega a R$ 10 mil na tabela oficial.

Mesmo com desconto, o salto continua grande.

Na prática, a linha foi desenhada para entregar um dobrável em faixas bem diferentes de gasto. Isso coloca o razr 70 como o modelo mais próximo de um celular convencional em custo, enquanto os dois acima sobem rapidamente para a vitrine premium.

Tela dobrável no bolso e câmera de 50 MP: o que realmente muda no uso diário?

Uma foto comparando a tela aberta de um dobrável da linha com a câmera traseira em destaque, mostrando visualmente o formato do aparelho e a presença do módulo de câmera de 50 MP, de preferência com o celular em uso para foto ou vídeo, para reforçar a ideia de uso multimídia e fotografia no dia a dia.

Os três aparelhos chegam com câmera principal de 50 MP, um dado que reforça a aposta da Motorola em fotografia e vídeo como parte central da proposta. No razr Fold, o conjunto sobe para três câmeras de 50 MP e zoom de até 100x.

Esse pacote conversa com quem usa o celular para fotos, vídeos, redes sociais e streaming. A tela dobrável também pesa na conta porque altera a forma de consumir conteúdo, abrir aplicativos e lidar com a rotina longe do computador.

  • Câmera principal de 50 MP nos três modelos.
  • razr Fold com três câmeras de 50 MP.
  • Zoom de até 100x no razr Fold.
  • Foco em uso multimídia e fotografia avançada.
  • Formato dobrável como parte da experiência, não só do design.

O apelo é mais evidente para quem concentra o uso do aparelho em imagens e entretenimento. Já para quem trata o celular apenas como ferramenta de mensagens e chamadas, o salto de preço tende a pesar mais do que a tela flexível ou o conjunto de câmeras.

Publicidade
Espaço para banner (post-inline-2)

Para quem esse salto em câmera e tela faz diferença de verdade

O ganho é maior para perfis que usam o celular como câmera principal do dia, não apenas como aparelho de apoio. O razr Fold, com zoom de até 100x, empurra a linha para um terreno em que imagem e tela passam a justificar boa parte da conta.

Nos demais modelos, a combinação de 50 MP e formato dobrável sustenta a proposta de um intermediário acima da média. A Motorola tenta, assim, vender experiência antes de vender ficha técnica.

Por que esse lançamento pode mexer com os preços de outros celulares em 2026?

A chegada da nova linha ocorre num mercado brasileiro de smartphones topo de linha mais competitivo em 2026. Esse ambiente tende a ampliar promoções e reposicionamentos de preço em diferentes marcas e faixas, não só no segmento dobrável.

Quando uma fabricante coloca três degraus de preço numa única família, ela também pressiona a comparação com modelos tradicionais à venda no país. A disputa deixa de ser apenas por especificação e passa a envolver desconto, pacote e espaço na prateleira.

No varejo, isso costuma abrir margem para campanhas mais agressivas em aparelhos concorrentes, especialmente entre os premium que disputam o consumidor com orçamento acima de R$ 5 mil. A nova linha da Motorola entra exatamente nesse intervalo.

O efeito imediato, portanto, não se limita aos três lançamentos. Em 2026, com o topo de linha mais apertado e mais brigado, qualquer entrada de peso tem potencial para deslocar a régua de preço do restante da categoria.