Google terá que liberar acesso total a recursos do Android para assistentes rivais de IA na UE
UE exige que Google permita a assistentes rivais de IA usar recursos do Android como voz e apps, nivelando competição contra o Gemini.
Resumo por IA
Resumo gerado por IA, revisado pela redação.

A União Europeia intensifica a pressão sobre o Google para que permita que assistentes de inteligência artificial concorrentes, como ChatGPT e Claude, tenham acesso aos mesmos recursos internos do Android usados pelo Gemini, da Alphabet. TechCrunch revelou que a Comissão Europeia prepara medidas que obrigarão o Google a garantir plena interoperabilidade, incluindo ativação por voz, integração com aplicativos como Gmail e Calendário, além de acesso a funcionalidades do sistema.
Adicione ao Google NotíciasPressão da UE para acesso igualitário no Android
Hoje, o Google reserva recursos exclusivos ao Gemini, como a ativação por comando "Hey Google", leitura da tela e a interação com outros aplicativos. Assistentes rivais não têm acesso a essas funções. Para a Comissão, essa prática cria uma vantagem injusta, restringe o mercado e limita a concorrência. A UE fundamenta sua exigência no Digital Markets Act (DMA), que determina que concorrentes tenham "interoperabilidade efetiva e gratuita" para competir em condições iguais.
O Google respondeu afirmando que o Android já é uma plataforma aberta, onde fabricantes podem personalizar a experiência. A empresa alerta para possíveis riscos à segurança, à privacidade e para o aumento de custos decorrentes dessa medida. A UE, porém, sustenta que permitir apenas o download dos apps rivais não é suficiente: eles precisam de acesso completo para funcionar como concorrentes reais, não apenas como aplicativos isolados.

Contexto e impacto regulatório
A investigação começou em janeiro de 2026, com dois processos paralelos contra o Google: um sobre interoperabilidade e outro sobre o compartilhamento de dados de buscas com concorrentes. A Comissão estabeleceu prazos para decisões obrigatórias até julho de 2026, alinhados à finalização da transição do Google Assistant para o Gemini em bilhões de dispositivos Android.
A pressão da UE não se limita ao Android. A Apple, por exemplo, passou a permitir que usuários europeus escolham assistentes de voz padrão alternativos no iOS. Essa iniciativa pode definir um marco global sobre como as camadas de IA serão tratadas nos sistemas operacionais móveis.
Rivalidade e mercado de assistentes de IA
O movimento da UE ocorre enquanto assistentes como ChatGPT e Claude tentam consolidar sua presença no mercado, mas enfrentam barreiras técnicas e comerciais impostas pelas plataformas dominantes. A exigência de acesso igualitário aos recursos do sistema é essencial para evitar que o poder fique concentrado em poucas empresas.
Outro exemplo recente envolve a Meta, que foi forçada a reabrir o acesso à API do WhatsApp para assistentes de IA concorrentes depois de impor limitações que favoreciam seu próprio sistema. Esse caso reforça o empenho da UE em garantir competição efetiva na área.
Enquanto isso, o Google avança com melhorias no Gemini, como respostas em tempo real no Android, mas terá que ajustar sua estratégia caso as demandas da Comissão prevaleçam. A decisão final da UE sai em julho, e o descumprimento expõe a Alphabet a multas bilionárias.



