Chrissie Hynde reacendeu uma disputa antiga nos shows ao dizer, em 3 de junho de 2026, que filmar apresentações atrapalha a experiência ao vivo e o trabalho dos artistas. A vocalista do Pretenders voltou ao tema depois de criticar fãs que levantam o celular no meio do espetáculo.

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O debate não gira só em torno de educação. De um lado, há quem queira guardar a lembrança em vídeo; de outro, quem tenta enxergar o palco sem uma floresta de telas acesas. Também pesa a distração constante de aparelhos erguidos durante a apresentação.

Celular levantado no show: por que isso virou briga entre artista e plateia?

Hynde afirmou que alguns artistas já pedem ao público para não usar câmeras ou telefones e disse que o hábito interfere na experiência ao vivo. A discussão reaparece porque essa reação não é isolada: o pedido para guardar o aparelho já entrou no repertório de vários músicos em diferentes turnês.

O caso dela também expõe um conflito prático dentro da plateia. Para quem está no show, a tela acesa pode bloquear a visão, quebrar a imersão e mudar a dinâmica do espaço. Para quem grava, o impulso é sair com um registro próprio do que viu no palco.

O que incomoda mais: a tela acesa, a gravação ou a interrupção da experiência?

A crítica de Hynde mira o conjunto: o celular erguido no meio do público, a câmera ligada por longos trechos e a sensação de que o show passa a ser mediado por uma tela. A questão voltou ao centro justamente porque artistas vêm endurecendo a relação com esse comportamento.

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O assunto ganhou peso também porque, em casos extremos, a reação do palco pode interromper o fluxo do show. Segundo o material de referência, artistas podem parar a apresentação ou pedir que o público guarde o celular quando a situação sai do controle.

Quando o ingresso vem com regra extra: o que pode mudar para quem vai a um show

Uma plateia em um show com alguns fãs segurando celulares no alto enquanto, na entrada ou no telão do evento, aparece um aviso claro de restrição de gravação; no destaque da imagem, um segurança ou staff orientando o público sobre guardar o aparelho.

Hynde citou artistas que pedem ao público para não usar câmeras ou celulares e mencionou Bob Dylan como exemplo de quem usa pouches para bloquear aparelhos em apresentações. Dylan, um dos nomes centrais da música americana, já se tornou símbolo desse tipo de restrição em eventos ao vivo.

Na prática, isso significa que a experiência no show pode vir acompanhada de regras mais rígidas sobre gravação e uso de aparelho. Em alguns eventos, a plateia encontra aviso de proibição, orientação para desligar o telefone ou até bloqueio físico do equipamento na entrada.

Para quem compra ingresso, o impacto vai além da fotografia perdida. A dinâmica do público pode ficar mais rígida, a interação com o palco muda e até a circulação de câmera entre fãs fica limitada quando a produção decide apertar o controle.

Situações em que o público pode topar com aviso de ‘sem celular’

  • Eventos em que o artista pede explicitamente para ninguém filmar.
  • Apresentações com proibição de câmera ou telefone já anunciada pela produção.
  • Shows em que o público precisa guardar o aparelho em pouches, como no modelo citado por Hynde sobre Bob Dylan.
  • Casos em que a equipe interrompe a apresentação para pedir que as pessoas abaixem o celular.

Vale filmar tudo ou curtir o momento? A decisão que muda sua experiência no show

O comportamento ideal, diante desse cenário, começa por obedecer às regras do evento. Se o artista veta gravação ou a casa restringe o uso de celular, a margem de escolha diminui e a plateia entra em um ambiente mais controlado.

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Também pesa o entorno imediato. Um aparelho levantado pode atrapalhar quem está atrás, e a gravação prolongada costuma deslocar a atenção do palco para a tela. Em um show lotado, essa disputa por visão e espaço se espalha rapidamente pela plateia.

Há ainda o efeito coletivo quando o artista reage no palco. Se o pedido para guardar o celular vira interrupção pública, a escolha de um fã deixa de ser individual e passa a afetar o ritmo da apresentação para todo o público.

Antes de levantar o celular: três perguntas rápidas para evitar saia-justa

  • O evento permite filmar ou há aviso de restrição na entrada?
  • O aparelho vai bloquear a visão de alguém perto de você?
  • Vale mais registrar alguns segundos ou acompanhar o show inteiro sem mediação?

No caso de Hynde, a mensagem foi direta: o celular no show não é só um incômodo visual, mas um ponto de atrito entre quem quer viver o espetáculo e quem prefere arquivá-lo. A discussão, que volta e meia reaparece, tende a seguir nos próximos eventos em que artistas apertarem o cerco contra gravações.