Atendente de necrotério é preso após usar celular de homem morto para fazer Pix de R$ 7 mil
Um atendente de necrotério do IML de Santos (SP) foi preso, suspeito de usar o celular de um homem morto para fazer um Pix de R$ 7 mil para a própria conta. O caso expôs um risco imediato: aparelho desbloqueado ou sem bl
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Resumo gerado por IA, revisado pela redação.

Um atendente de necrotério do IML de Santos (SP) foi preso, suspeito de usar o celular de um homem morto para fazer um Pix de R$ 7 mil para a própria conta. O caso expôs um risco imediato: aparelho desbloqueado ou sem bloqueio rápido pode virar acesso direto a dinheiro.
Identificado como Daniel Nathan Ribeiro, de 36 anos, ele foi preso nesta terça-feira, 9 de junho de 2026. A família da vítima percebeu o sumiço do valor, registrou boletim de ocorrência e a Justiça expediu mandado de prisão preventiva.
R$ 7 mil sumiram do celular: o que a família descobriu depois da morte
Segundo a investigação, a transferência foi feita via Pix a partir do celular que ficou sob acesso indevido depois da morte do homem. O dinheiro saiu da conta da vítima e foi parar na conta do suspeito.
O valor, de R$ 7 mil, foi percebido pela família com rapidez suficiente para acionar a polícia. O registro do boletim de ocorrência abriu caminho para a apuração e para a ordem de prisão.
O caso foi publicado pelo O Dia e ocorreu em Santos, no litoral paulista.
Celular desbloqueado vira porta aberta: por que esse tipo de fraude é tão perigoso
O episódio mostra como o acesso ao aparelho pode bastar para movimentar recursos sem necessidade de arrombamento de conta ou de golpe sofisticado. Se a sessão bancária já está aberta, a transferência pode ser feita em poucos minutos.
O risco aumenta quando o celular fica sem bloqueio imediato de senha, biometria ou proteção de aplicativos. Em situações de roubo, perda ou morte do dono, a demora para restringir o uso do aparelho amplia a janela para fraude.
Nas primeiras horas, o foco precisa ser cortar o acesso ao dispositivo e às contas vinculadas. Quanto mais tempo o aparelho permanece liberado, maior a chance de uma transferência, compra ou mudança de senha ser concluída antes que o titular ou a família percebam.
O que fazer nas primeiras horas após perder o celular
- Bloquear o aparelho assim que houver acesso ao sistema da operadora ou ao serviço do fabricante.
- Trocar senhas de aplicativos bancários e de e-mail vinculados ao telefone.
- Remover ou invalidar biometria e outros meios de autenticação associados ao aparelho.
- Verificar movimentações nas contas ligadas ao celular.
- Registrar ocorrência policial se houver suspeita de uso indevido.
Além do Pix: os crimes que a polícia investiga nesse caso
A apuração não ficou restrita ao valor transferido. O suspeito é investigado por peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios, o que amplia a gravidade jurídica do episódio.
A Justiça já expediu prisão preventiva, medida que indica avaliação de risco suficiente para manter o investigado detido durante a apuração. O caso também envolve um servidor ou funcionário ligado ao necrotério do IML de Santos, em São Paulo.
Os crimes citados pela investigação apontam para uma sequência de condutas, e não apenas para o desvio do dinheiro. A Polícia deve agora avançar sobre a origem do acesso ao aparelho e a forma como a transferência foi executada.
Quais crimes entram nessa investigação
- Peculato: crime ligado ao desvio de bem ou valor com acesso ligado à função.
- Furto: subtração de bem sem consentimento do dono.
- Fraude eletrônica: uso de meio digital para obter vantagem indevida.
- Destruição de vestígios: suposta eliminação de prova ou evidência ligada ao caso.



