Review LG K12+: Vale a pena o preço?

Aparelho até que é bonito, mas peca principalmente no desempenho não condizente e por ter acabamento em plástico.
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22 de maio de 2019 às 4h08 - Atualização: 22/05/2019

Lançado há pouco tempo no Brasil, o LG K12+ é um smartphone intermediário de entrada que traz um pouco mais que o básico. Além disso, custando na faiza de R$ 1.000, ele tem concorrentes forte, se tornando assim uma opção não muito atraente. Confiram abaixo os motivos.

Design e construção

O LG K12+ é um smartphone bonito, não tem como negar, principalmente essa cor azul. Porém, ao pegar ele dá para notar que os materia usados, ou material usado, não ajuda. Ele é feito inteiramente de plástico, o que vem se tornando pouco usual hoje em dia.

Para compensar, ele tem uma certificação militar MIL-STD, isso garante proteção além do normal contra quedas, alta temperatura, umidade e vibrações.

Mas vale notar que isso não torna o aparelho inquebrável, mas eles garantem que ele vai sobreviver a pequenos acidentes, comuns ao uso cotidiano. A certificação que passa por diversos testes militares, garante que ele não vai se quebrar com facilidade em quedas comuns do dia a dia.

LG K12+: Tela

O display do K12+ é de LCD e mede 5,7 polegadas com proporção 18:9 e resolução HD+. Para uma tela grande dessas, esse nível de qualidade pode até ser um pouco baixo, mas não dá para exigir muito mais nessa faixa de preço aqui no Brasil. Ainda assim, o resultado não incomoda na maior parte do tempo. Somente debaixo da luz direta do sol fica praticamente impossível usar devido ao reflexo.

Mas em ambientes com iluminação normal, ele se destaca por ter um nível de brilho bem forte. Nessas condições, é um dos melhores nessa faixa de preço. O que mais incomodou mesmo foi a resolução HD, ele poderia ter uma resolução full HD que casaria com o tamanho da tela, mas não é nada que não se acostume. Além disso, cuidado, pois o aparelho não tem proteção Gorilla Glass na tela.

LG K12+:: Hardware e desempenho

A LG resolveu usar um processador Mediatek P22 com oito núcleos de 2 GHz. Além disso, vem com 3GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno. É um processador novo da mediatek que foca em recursos de IA (Inteligência artificial).

No geral, o desempenho ficou mediano. O que recaparei é que com o passar do tempo ele foi perdendo poder de fogo devido aos aplicativos instalados. A multitarefa começou a travar um pouco. Se comparado com os concorrentes como o Moto G7 Play, o uso é bem mais sofrível, com travamentos comuns e uma experiência um tanto que “truncada” no dia a dia.

Desempenho é sofrível em jogos mais pesados

Aplicativos leves frequentemente apresentam engasgadas na navegação, e a abertura da maioria dos apps é demorada para um aparelho que saiu da caixa há menos de um mês. Nos games, títulos leves lançados 2 anos atrás apresentam lentidão de carregamento e quedas frequentes de desempenho. Jogos mais pesados até rodam de um jeito que dá para experimentar, mas não ficam bonitos e nem fluem bem.

Mas óbvio que em pleno 2019 ele fez o que se esperava: rodou quase todos os jogos, bem ou mal, ele rodou. Somente um ele não conseguiu rodar, mas provavelmente por falta de compatibilidade com processador da Mediatek: foi o jogo Fortnite.

Piora o fato dele ainda vir com um conector USB comum e não um Tipo C, já está na hora de todos migrarem para a nova tecnologia. Pelo menos ele ainda tem uma entrada para fones de ouvido.

Na lateral direita fica a tecla de energia e na esquerda estão os botões de volume. Mas aqui também fica uma das novidades que é um botão dedicado para ativar a Google Assistente.

A LG permite desligar essa função – ou partes dela – com configurações diferentes, mas nada de poder remapear a tecla para fazer outras coisas. 

LG K12+: Câmeras boas para seu propósito

Partindo que estamos falando de um smartphone que está na faixa abaixo de R$ 1 Mil, não dá para esperar milagres das câmeras, mas no geral ele ficou na média dos concorrentes.

O sensor na traseira tem 16 MP e lente com abertura f/2.0, enquanto o frontal vem com 8 MP e a mesma abertura f/2.0 – ambos com foco automático.

Quando há luz suficiente, a quantidade de detalhes é boa, as cores ficam vivas sem exagero de saturação e a exposição é equilibrada entre luzes fortes e sombra, mesmo em um dia em que a poluição estava difundindo a luz e atrapalhando a captura.

A iluminação muito forte e direta atrapalha um pouco nas selfies, como falamos na hora da tela, mas o resultado ainda é utilizável na maioria das vezes.

O modo retrato para desfocar o fundo das fotos está incluso na câmera frontal e você pode alterar a intensidade desse efeito. Mas, no geral, o resultado não é bom. Ele costuma errar ou borrar o recorte, somente funciona em uma situação perfeita onde o fundo esteja bem longe e com cores bem constrantes do rosto da pessoa.

Selfie normal, sem modo retrato

No escuro, a qualidade cai bastante. A câmera traseira ainda quebra um bom galho em caso de necessidade, mas nada muito impressionante. Nas selfies com pouca luz, os ruídos são bem visíveis e o flash até quebra um galho, mas o foco pode acabar se perdendo, então só dá para a qualidade final não fica muito boa.

Selfie no modo retrato não consegue um bom recorte, borrando a pessoa

A câmera traseira também tem o recurso de AI CAM que a gente viu lá no G7 ThinQ. A LG fala que essa função no K12+ usa inteligência artificial para identificar oito “assuntos” diferentes e faz ajustes nas configurações para melhorar o resultado. Mas, basicamente falando, o que ele faz é ajustar a saturação das fotos e nada mais.

Para a gravação de vídeos, o K12+ consegue fazer captações em Full HD nas duas câmeras e tem resultados legais, mas um sistema de estabilização faz um pouco de falta aqui. Resumindo tudo, podemos dizer que ele manda bem para fotos de dia e quebra um galhinho de noite e nas filmagens, pelo menos para um aparelho perto dos R$ 1 mil.

Software

Ele vem rodando O Android 8.1 Oreo com a interface proprietária da LG que não interfere muito no uso, porém, graficamente, dá uma boa mexida no sistema.

Isso quer dizer que por mais que a experiência de uso não seja muito diferente do padrão do sistema da Google, ele tem suas peculiaridades. O celular vem por padrão sem a bandeja de apps, mas você ativar e customizar isso nas configurações. Os menus continuam divididos por abas, mas a organização delas está mais intuitiva que nas versões mais antigas.

O maior problema é que provavelmente esse smartphone não será atualizado para o Android 9 Pie.

A navegação pelo sistema flui bem, mas de vez em quando ele demora um pouco para executar algumas tarefas – nada que atrapalhe o uso, mas dá para perceber. Um ponto que me incomoda é que, dentro da gaveta de apps, o sistema não guarda a sua escolha de organização, então se quiser manter uma ordem alfabética, por exemplo, vai ter que reorganizar tudo sempre que instalar um novo app.

Outra coisa chata é que, mesmo entre os top de linha de 2018 da LG, poucos já receberam a atualização para o Android 9.0 Pie. Até o momento da publicação desta análise, a LG sequer afirmou oficialmente que o K12+ vai ganhar esse update, então mesmo que isso acabe rolando, provavelmente vai demorar.

LG K12+: Vale a pena a compra?

Infelizmente não. O preço oficial é de R$ 1,2 Mil, mas hoje ronda a faixa de R$ 900. Mesmo com essa redução de preço, ele briga com o Moto G7 Play, um smartphone com hardware e software melhor.

Com todas as dificuldades que tive no uso, principalmente pelo seu desempenho, fica difícil recomendar ele.

LG K12+

R$ 998
7.7

Preço

7.5/10

Hardware e desempenho

7.0/10

Tela

8.5/10

Funcionalidades

8.0/10

Bateria

8.0/10

Câmeras

7.0/10

Pros

  • Beleza
  • Certificação militar contra impactos

Cons

  • Desempenho
  • Ser de plástico
  • Preço
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