EUA estão subestimando a Huawei, diz fundador da empresa

Ren ainda afirma que a ordem de proibição contra a Huawei nos WUA não irá afetar em nada o lançamento do 5G desenvolvido pela Huawei.
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21 de maio de 2019 às 8h06 - Atualização: 21/05/2019
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O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, subestimou a decisão dos EUA de proibir as empresas americanas de negociar com a Huawei. Ainda afirmou que a decisão não irá afetar o lançamento do 5G e os EUA estão subestimando a Huawei, já que ninguém no mundo pode desenvolver o 5G nos próximos anos.

Os comentários foram dados em entrevista ao jornal estatal chinês Global Times. Vale lembrar que ontem (20), durante à noite, a câmara do comércio dos Estados Unidos liberou temporariamente por 90 dias as relações das empresas americanas com a Huawei. Mas, segundo Ren, essa extensão de 90 dias não fará muita diferença para a Huawei, já que eles já possuem um plano de contingência com um grande estoque de chips americanos.

“Em um momento tão crítico, sou grato às empresas dos EUA, que contribuíram muito para o desenvolvimento da Huawei e mostraram sua conscientização sobre o assunto”, diz Ren. “Até onde eu sei, as empresas americanas têm feito esforços para persuadir o governo dos EUA a permitir que cooperem com a Huawei … Sempre precisamos de chipsets desenvolvidos nos EUA, e não podemos excluir produtos americanos com uma mentalidade limitada”.

Decisão americana não afeta o lançamento do 5G da Huawei

Ren diz que as restrições comerciais não afetarão o lançamento do 5G da Huawei e não espera que ninguém alcance a tecnologia da empresa nos próximos dois a três anos, de acordo com a Reuters, acrescentando que o governo dos EUA está “subestimando” as capacidades da Huawei.

A afirmação de Ren faz sentido, especialistas afirmam que as concorrentes Nokia e Ericsson, as únicas no mundo que desenvolvem equipamentos para redes 5G, não possuem capacidade imediata para substituir a Huawei, tanto em tecnologia como em equipamentos.

Ren, 74, é famoso por quase nunca dar entrevistas, mas ele se viu no centro das atenções devidos as constantes tensões entre a empresa e os EUA. Principalmente que sua filha, Meng Wanzhou, CFO da empresa, foi presa no Canadá por influência dos EUA.

A administração de Trump, na semana passada, colocou na lista negra a Huawei – que eles dizem ajudar a China em espionagem – e fez uma ordem de emergência nacional proibindo empresas americanas de fornecer equipamentos para a chinesa. A primeira a se declarar foi o Google, onde suspendou negócios com a Huawei, bloqueando o uso do Android comercial pela empresa em seus smartphones.

No Brasil, a Huawei local também se pronunciou afirmando que a empresa continuará a fornecer atualizações de segurança e serviços de pós-venda para todos os produtos Huawei, cobrindo todos aqueles que já foram vendidos ou ainda estão em estoque. Se referindo aos smartphones Huawei P30 Pro e P30 lite que começaram a ser vendidos no país semana passada.

Com informações do The Verge

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