O Samsung Galaxy A57 5G chegou ao Brasil em abril de 2026 por R$ 3.599 — e três meses depois já é encontrado na faixa de R$ 2.000. Essa queda muda completamente a resposta para a pergunta que mais aparece no Google: o Galaxy A57 vale a pena? A resposta curta: pelo preço de lançamento, não; pelo preço atual, é um dos intermediários mais equilibrados do mercado brasileiro. A resposta longa, com testes de tela, desempenho, bateria e fotos reais de todas as câmeras, você confere abaixo.

Ficha técnica do Galaxy A57 5G

EspecificaçãoSamsung Galaxy A57 5GTela6,7" Super AMOLED Plus, FHD+ (1080 x 2340), 120 Hz, HDR10+, pico de 1.900 nitsProcessadorExynos 1680 (4 nm), GPU Xclipse 550RAM / Armazenamento8 GB + 128 GB ou 8 GB + 256 GB (UFS 3.1, sem microSD)Câmera principal50 MP, f/1.8, sensor 1/1.56", PDAF, OISCâmera ultrawide12 MP, f/2.2, 123°Câmera macro5 MP, f/2.4Câmera frontal12 MP, f/2.2, foco fixoVídeo4K a 30 fps (traseira e frontal), 1080p a 60 fps, gyro-EISBateria5.000 mAh, carga de 45 W (carregador da caixa: 15 W)SoftwareAndroid 16 com One UI 8.5 — 6 anos de atualizações (até 2032)ConstruçãoIP68, Gorilla Glass Victus+ (frente e traseira), moldura de alumínioDimensões / Peso161,5 x 76,8 x 6,9 mm / 179 gConectividade5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth 6.0, NFC, eSIM, USB-C 2.0Cores no BrasilAzul-Marinho, Cinza, Azul-Claro e Lilás

Design e construção: o intermediário mais premium que a Samsung já fez

Com 6,9 mm de espessura e 179 g, o Galaxy A57 é 0,5 mm mais fino e cerca de 19 g mais leve que o Galaxy A56 — na mão, a diferença é perceptível e o aparelho engana fácil quem acha que está segurando um Galaxy S. O vidro Gorilla Glass Victus+ agora protege a frente e a traseira, e a moldura é de alumínio.

A novidade mais importante, porém, responde a outra dúvida recorrente: o Galaxy A57 é resistente à água? Sim, e melhor do que antes. Ele estreia a certificação IP68 na linha A5x (o A56 era IP67), suportando imersão em água doce a mais de 1 metro. Continua sem entrada para fones P2 e o alto-falante é estéreo híbrido com Dolby Atmos, com volume bom e graves presentes para a categoria.

Tela: 1.900 nits e Super AMOLED Plus

O painel de 6,7 polegadas evoluiu de Super AMOLED para Super AMOLED Plus (matriz RGB completa), com 120 Hz, HDR10+ e brilho de pico de 1.900 nits — medições independentes registraram entre 1.259 nits no modo automático e quase 2.000 nits em picos de HDR. Na prática, é uma das melhores telas da faixa de preço: legível sob sol forte, com cores vibrantes e bordas mais finas que as do antecessor (aproveitamento frontal de ~88,8%). O leitor de digitais óptico fica sob a tela e é rápido. O único senão técnico é o PWM de 240 Hz, que pode incomodar usuários sensíveis a cintilação em brilho baixo.

Desempenho: Exynos 1680 dá conta? Roda Free Fire?

O Exynos 1680 (4 nm) traz ganhos reais sobre o A56: cerca de 12 a 16% em CPU multi-core e até 30% em GPU. Nos benchmarks, o aparelho marca aproximadamente 1,4 milhão de pontos no AnTuTu v11, 1.376 pontos no Geekbench 6 single-core e ~4.450 no multi-core, com estabilidade de 92% na GPU em testes de estresse graças à câmara de vapor.

Para a pergunta clássica — o Galaxy A57 é bom para jogos? — a resposta é: para o uso brasileiro típico, sim. Free Fire roda no máximo com folga, e títulos como Genshin Impact funcionam em gráficos médios. Mas quem prioriza performance bruta encontra mais potência pelo mesmo preço em rivais como o POCO X8 Pro. Em sessões longas de jogo o aparelho pode passar dos 40 °C, com throttling ocasional — incômodo relatado em testes internacionais, mas longe de ser impeditivo no dia a dia de apps, redes sociais e multitarefa, onde a fluidez com os 8 GB de RAM é excelente.

Bateria: quanto dura e o problema do carregador da caixa

A bateria de 5.000 mAh entrega tranquilamente um dia e meio a dois dias de uso moderado. Em teste padronizado de autonomia, o A57 marcou 34 horas de duração — 4 horas a mais que o Galaxy A56 no mesmo protocolo — e quase 14 horas no índice de uso ativo do GSMArena, com destaque para reprodução de vídeo (mais de 23 horas). Em uso pesado com jogos, prepare-se para carregar antes do fim do dia.

Agora, a resposta para uma das dúvidas mais buscadas: o carregador vem na caixa do Galaxy A57? Vem — mas é de apenas 15 W, enquanto o aparelho suporta 45 W. Com o carregador incluso, a recarga completa leva em torno de 2 horas. Com um carregador de 45 W (vendido à parte, ou qualquer USB PD/PPS compatível), são ~35% em 15 minutos, ~60% em meia hora e 100% em cerca de 70 minutos. Não há carregamento sem fio — ausência sentida nessa faixa de preço em 2026.

Software: 6 anos de atualização é o maior argumento de compra

O Galaxy A57 sai de fábrica com Android 16 e One UI 8.5, com promessa de 6 gerações de Android e 6 anos de atualizações de segurança — suporte até 2032. Nenhum concorrente chinês da faixa oferece tanto, e é isso que transforma o A57 numa compra de longo prazo: é um telefone para usar por 5 ou 6 anos sem ficar desatualizado.

O pacote de IA "Awesome Intelligence" inclui apagador de objetos nas fotos, remasterização de imagens, transcrição de chamadas e gravações, Circle to Search aprimorado e filtros de câmera personalizados. Não é a suíte Galaxy AI completa dos Galaxy S — não há DeX, por exemplo — mas cobre os recursos que o público desta faixa realmente usa.

Câmeras do Galaxy A57: análise de todas, com fotos reais

O conjunto é liderado pela câmera principal de 50 MP com OIS, acompanhada da ultrawide de 12 MP, da macro de 5 MP e da frontal de 12 MP. O hardware é o mesmo do A56 — a evolução veio do novo ISP do Exynos 1680 e do processamento (Nightography aprimorada). Todas as imagens abaixo foram capturadas com o próprio Galaxy A57 5G durante o ciclo de testes do aparelho (reprodução: GSMArena, arquivos originais da câmera, sem edição).

Câmera principal de 50 MP: o ponto forte

Review camera galaxy A57

De dia, a principal entrega fotos em 12,5 MP (pixel binning) com ótima nitidez, alcance dinâmico muito bom e cores no estilo Samsung — vivas, mas menos saturadas que em gerações passadas. O HDR segura bem céus estourados e sombras. A crítica pontual dos testes: texturas em áreas de sombra ficam levemente suavizadas, algo que só aparece ao ampliar a imagem.

Detalhe de vegetação e texturas: folhagens sem o aspecto "pintado" comum em intermediários.

Fotos noturnas: o melhor da categoria até R$ 2.500

Cena noturna com a câmera principal: luzes controladas, ruído baixo e boa leitura de sombras.

À noite, o OIS e o novo processamento fazem diferença: as fotos da principal mantêm bom nível de detalhe, ruído controlado e fontes de luz sem estouro, com aparência natural — sem aquele "clareamento artificial" que denuncia foto de celular barato. O modo Noite dedicado melhora cenas muito escuras, embora em ambientes já iluminados o disparo normal muitas vezes renda resultado igual ou melhor.

Modo Noite: mais informação nas sombras mantendo o clima da cena.

Ultrawide de 12 MP: boa de dia, limitada à noite

camera galaxy S57

Ultrawide de 12 MP: campo de visão de 123° com correção de distorção eficiente de dia.

A ultrawide cumpre bem o papel em paisagens e fotos de grupo à luz do dia, com cores consistentes com a câmera principal — algo que nem todo intermediário acerta. As ressalvas: menos detalhe fino, leve distorção nas bordas e, à noite, queda visível de qualidade, com imagens mais suaves e granuladas. É o retrato fiel da categoria: útil, mas não confunda com a principal.

Zoom 2x: recorte do sensor que funciona

camera galaxy a57 zoom 2x

O A57 não tem teleobjetiva. O zoom 2x é um recorte central do sensor de 50 MP e entrega resultado bom para a categoria — nítido o bastante para posts e documentos, mas sem milagre ao ampliar. Acima de 4x a degradação é evidente; o máximo é 10x digital.

Macro de 5 MP: a câmera que sobra

Foto macro de relógio de bolso antigo tirada com a câmera macro de 5 MP do Galaxy A57 5G

Macro de 5 MP: funciona em objetos parados e bem iluminados, mas o zoom 2x da principal costuma render mais.

Sejamos diretos: a macro de 5 MP é o elo fraco do conjunto, como em praticamente todo intermediário que insiste nesse sensor. A distância de trabalho de 3 a 5 cm projeta sombra sobre o objeto e o detalhe é limitado. Na maioria das situações, o zoom 2x da câmera principal produz close-ups melhores. Ela existe mais para compor a ficha técnica do que para o uso real.

Selfie de 12 MP: consistente e com 4K

camera frontal galaxy a57

Frontal de 12 MP: tons de pele naturais e bom equilíbrio com fundo claro.

A frontal de 12 MP é um destaque silencioso: tons de pele naturais, bom HDR contra a luz e modo retrato com recorte preciso. O foco é fixo, então selfies muito próximas podem perder nitidez, mas na distância natural do braço o resultado fica entre muito bom e excelente. Grava vídeo em 4K a 30 fps com HDR de 10 bits — raridade na faixa.

Vídeo

A câmera principal filma em 4K a 30 fps com estabilização eletrônica muito eficiente, cores e contraste agradáveis. Não há 4K a 60 fps — limitação a registrar para quem filma muito — e a ultrawide em vídeo entrega imagem mais suave. Para vlogs, registros de viagem e redes sociais, o conjunto atende com sobra.

Galaxy A57 vs Galaxy A56: vale o upgrade?

A comparação mais buscada tem resposta objetiva. O A57 traz sobre o A56: IP68 (vs IP67), corpo mais fino e leve, tela Super AMOLED Plus mais brilhante, Exynos 1680 (~12–16% mais CPU, ~30% mais GPU), Bluetooth 6.0 e fotos noturnas melhores via processamento. Permanecem iguais: câmeras (mesmo hardware), bateria de 5.000 mAh, carga de 45 W e o design geral.

Quem tem um Galaxy A55 ou A56 não deve trocar — a evolução é incremental e o A56 seguirá recebendo atualizações por anos. Agora, quem vem de um A34, A25 ou mais antigo sentirá um salto grande em tudo: tela, desempenho, câmera e construção.

Concorrentes: com quem o A57 briga na faixa dos R$ 2.000

Na faixa atual de preço, os rivais diretos são o POCO X8 Pro (mais desempenho e carga mais rápida, porém menos anos de atualização e sem a mesma resistência à água), o Redmi Note 15 Pro (bateria maior e carregamento de 100 W, mas software mais curto e pós-venda inferior no Brasil) e o Motorola Edge 70 (design fino similar e Android limpo). O rival interno é o Galaxy S25 FE: quando aparece abaixo de R$ 2.800 em promoção, entrega chip superior e câmeras melhores — vale conferir antes de fechar o A57. O trunfo do A57 contra todos: 6 anos de suporte, IP68 e a rede de assistência da Samsung.

Preço no Brasil: de R$ 3.599 a menos de R$ 2.000 em 3 meses

VersãoPreço de lançamento (abril/2026)Preço atual (julho/2026)8 GB + 128 GBR$ 3.599a partir de ~R$ 1.900–2.1008 GB + 256 GBR$ 3.999a partir de ~R$ 2.600

A queda de quase 45% em três meses segue o padrão da linha A da Samsung no Brasil: preço de tabela alto, desconto agressivo logo depois. A regra prática dos especialistas vale aqui: abaixo de R$ 2.000, o A57 128 GB é compra excelente; acima de R$ 2.500, espere a próxima promoção.

Veredito: o Galaxy A57 5G vale a pena?

Prós:

  • Design fino (6,9 mm) e leve, com vidro Victus+ dos dois lados e IP68

  • Tela Super AMOLED Plus de 120 Hz com brilho excelente

  • 6 anos de atualizações — suporte até 2032, imbatível na categoria

  • Câmera principal com OIS muito boa de dia e à noite; selfie de alto nível

  • Bateria para até 2 dias de uso moderado

  • Contras:

    • Carregador de 15 W na caixa (o aparelho suporta 45 W)

  • Câmera macro de 5 MP dispensável e ultrawide fraca à noite

  • Sem carregamento sem fio, sem 4K60 e USB-C 2.0 defasado

  • Evolução pequena sobre o Galaxy A56

  • Pode aquecer em jogos pesados prolongados

  • O Galaxy A57 5G é o intermediário para quem quer comprar uma vez e ficar tranquilo por 5 anos: construção de topo de linha, tela ótima, câmera principal confiável em qualquer luz e o maior suporte de software da faixa. Não é o mais potente nem o que carrega mais rápido pelo preço — é o mais completo e o que envelhece melhor. Pelo preço atual na faixa de R$ 2.000, é recomendação fácil; quem achar o Galaxy A56 muito mais barato ou o S25 FE em promoção agressiva tem alternativas dignas dentro da própria Samsung.

    Perguntas frequentes sobre o Galaxy A57 5G

    O Galaxy A57 é bom?

    Sim. É um intermediário premium com tela AMOLED de 120 Hz, câmera principal de 50 MP com OIS, IP68, bateria de 5.000 mAh e 6 anos de atualizações — um dos conjuntos mais equilibrados até R$ 2.500 no Brasil.

    Quantos anos de atualização o Galaxy A57 recebe?

    Seis gerações de Android e seis anos de atualizações de segurança: saindo do Android 16, ele receberá até o Android 22, com suporte até 2032.

    O Galaxy A57 tem NFC e eSIM?

    Sim para os dois. Ele aceita nano-SIM + eSIM (ou dual eSIM) e tem NFC para pagamentos por aproximação.

    O Galaxy A57 tem carregamento sem fio?

    Não. O carregamento é apenas com fio, a até 45 W — e o carregador incluído na caixa brasileira é de 15 W.

    Qual processador o Galaxy A57 usa? É bom?

    O Exynos 1680 de 4 nm, com cerca de 1,4 milhão de pontos no AnTuTu v11. Dá conta de jogos populares (Free Fire no máximo) e multitarefa pesada, ficando atrás apenas de rivais focados em performance como o POCO X8 Pro.

    A câmera do Galaxy A57 é boa para fotos à noite?

    Sim — é um dos melhores da categoria à noite graças ao OIS e ao novo processamento Nightography. A ultrawide, porém, cai bastante de qualidade no escuro.

    O Galaxy A57 esquenta?

    No uso comum, não. Em sessões longas de jogos 3D pode passar dos 40 °C com alguma redução de desempenho, comportamento comum na categoria.

    Galaxy A57 ou Galaxy A56: qual comprar?

    Se a diferença de preço for pequena, o A57 (IP68, mais brilho, mais desempenho, um ano a mais de suporte). Se o A56 estiver R$ 500 ou mais barato, ele segue sendo ótima compra — as câmeras são as mesmas.

    Qual o preço do Galaxy A57 no Brasil?

    Lançado a R$ 3.599 (128 GB) e R$ 3.999 (256 GB) em abril de 2026, já era encontrado em julho de 2026 a partir de ~R$ 1.900–2.100 (128 GB) e ~R$ 2.600 (256 GB) em promoções no varejo.