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Review Moto G8 Power: bateria acima de tudo (desempenho abaixo)

Confiram o review do Motorola Moto G8 Power, intermediário com foco em bateria mas que o desempenho poderia ser melhor
Por | 28/04/2020 às 22:44

No mês passado, a Motorola anunciou no Brasil o Moto G8 Power por R$ 1.599. A Motorola resolveu subir a linha Power de categoria. Ela manteve o foco energético, mas melhorou sua performance e câmeras e, obviamente, aumentou o preço.

Usei ele por um mês como meu smartphone principal e nesse review vou te mostrar se vale a pena, ou não, comprar esse smartphone.

Design e Tela

Começando por sua construção, a Motorola manteve o plástico, para tentar manter o preço relativamente baixo. O plástico é brilhante e uma cola para impressões digitais. Acompanha na caixa uma capinha de silicone transparente que melhora um pouco isso.

No geral, embora um pouco gordinho e pesado, ele tem uma boa pegada.

Visualmente falando, ele deixou o visual das câmeras apelidado carinhosamente de Tampa de bueiro, e adotou o visual da linha One, alinhando as câmeras na vertical. Na traseira, também fica o leitor de impressões digitais.

No geral, ele é visualmente bonito.

A sua tela tem um bom aproveitamento frontal, além disso, saiu o notch em forma de gota para dar lugar a um notch em forma de furo. Porém, é bem pequeno e discreto, diferente do One Vision que é gigante.

A tela é de IPS LCD e mede 6,4 polegadas e vem com resolução FullHD+. Não é a melhor das telas, mas o brilho é relativamente bom e até dá para usar sob o sol. As cores são vivas e o tamanho do display é ideal para quem gosta de consumir conteúdo em vídeo e jogar.

Desempenho

Qualcomm Snapdragon 665 que alimenta o Moto G8 Power é o mesmo processador que alimenta 90% dos smartphones lançados pela empresa em 2019. Ele vem ainda com 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento e entrada para micro SD, porém o slot é hibrido, ou você usa dois chips, ou o micro SD.

Porém, estranhamente, ele não tem o mesmo desempenho de outros modelos como os da linha Zoom.

Senti lentidão na hora de abrir aplicativos, isso pode ser ao fato dele ter um sistema de armazenamento mais antigo.

E mesmo na hora de jogar, o desempenho em jogos como Asphalt 9 não foi dos melhores, mesmo com uma baixa taxa de quadros por segundo. Por outro lado, Call od Duty rodou bem, assim como o PUBG Mobile, claro, sempre com taxas de frames baixa.

No geral, ele irá rodar a maioria dos jogos, mas com frames mais baixos que outros intermediários.

A Motorola também passou a oferecer uma ferramenta chamada Gametime, que pode bloquear notificações durante a jogatina.

Conectividade e Software

Passando para o quesito conectividade, o Moto G8 Power não tem NFC, nada de pagamentos por aproximação.

Mas o que mais me chamou a atenção, negativamente, é que ele não tem suporte às redes Wi-Fi de 5 GHz, o que deixa o usuário preso às velocidades mais baixas do 2,4 GHz. Fazia tempo que não via um smartphone sem esse suporte.

Por outro lado, ele tem suporte ao Bluetooth 5.0. O que possibilita conectar mais de um dispositivo ao mesmo tempo.

A presença do Android 10 direto da fábrica também é um ponto muito positivo e ajuda a dar mais fluidez ao aparelho. O software chega com as já conhecidas adaptações da Motorola para suportar seus gestos, mas sem grandes enfeites que atrapalham a experiência do usuário e entulham o sistema.

Bateria

A Motorola continuou com os 5.000 mAh do G7 Power. O carregador que vem na caixa é um turbo power de 18W, que demora cerca de 2h30 para carregar totalmente o dispositivo. Para quem tem mais pressa, dá para gerar cerca de 8 horas de uso moderado com 15 minutos de carregamento.

Agora quando o assunto é duração de bateria, o Moto G8 Power se destaca, como esperado.

Eu consegui incríveis 27 horas de uso com 10h de tela ligada, sempre no máximo. Mais que o “dia inteiro” que a maioria dos fabricantes prometem.

Mas, no geral, ninguém fica com 10 horas de tela ligada nesse período, ou seja, ele deverá aguentar fácil dois dias de uso normal.

Câmeras

Em termos de câmeras, o Moto G8 Power possui 4 traseiras e uma frontal:

  • Câmera principal de 16MP f / 1,7
  • Câmera ultra-wide de 118 graus com 8MP f / 2.2
  • Câmera macro de 2MP f / 2.2
  • Câmera telefoto de 8 MP f / 2,2 2x
  • Câmera frontal de 16MP f.2.0

Apesar da versatilidade oferecida pelo conjunto, que permite fazer fotos macro, com zoom e grande angular, a qualidade fica abaixo do Moto G8 Plus ou outros intermediários da marca.

A telefoto permite um zoom que tira a qualidade da imagem durante a aproximação, mas é um bom quebra galho quando precisar de uma foto mais aproximada.

Por outro lado, a câmera ultra-wide, dentro das limitações da categoria de aparelho, consegue boas fotos quando a iluminação está boa. Mesmo que perca níveis de detalhas nas laterais e o alcance dinâmico seja inferior ao da câmera.

A câmera principal de 16 MP é a que terá melhores resultados em todos os aspectos. Durante o dia, com boa iluminação, as fotos são bonitas, com bom contraste e certo nível de detalhamento.

Porém, basta anoitecer ou a iluminação pegar que todas as câmeras mostram suas fraquezas.

Diferente dos outros modelos da marca mais caros, ele não tem o modo noturno que ajudaria nessa hora. As câmeras possuem bastante dificuldade para focar qualquer coisa, o que atrapalha muito.

Passando para a câmera de selfies, são 16 MP Quad Pixel com abertura f2.0, um aumento em relação ao Moto G7 Power e seus 8 MP. O resultado é bom com boa iluminação, trazendo contraste agradável e um bom nível de fidelidade nas cores.

Para quem gosta de vídeos, o Moto G8 Power segue a tradição da nova geração de smartphones e filma em 4K.

Conclusão

A Motorola confundiu um pouco com o Moto G8 Power, custando o mesmo valor ou pouco mais que o G8 Plus, ele fica em uma posição desconfortável. Embora ganhe em bateria, perde em todo o resto para o irmão.

O que mais incomodou no G8 Power foi seu desempenho inferior aos irmãos, mesmo com mesmo hardware e a falta de suporte a redes Wi-Fi 5G.

Porém, se seu foco for bateria, ele arrebenta com os irmãos da família com 2 dias de uso moderado.

Vai pesar mesmo o foco, nesse caso, só indicaria se realmente bateria for algo muito importante.