Real Time Analytics
destaques, Reviews

Review do Xperia Z3 Compact: o pequeno poderoso

Atualmente quando se fala de smartphones tops de linha, a primeira coisa que vem à mente é o tamanho da tela. Elas aumentaram tanto nos últimos anos que até uma nova categoria de smartphones surgiu, os “fablets”. Porém existe muita gente que ainda prefere smartphones com telas “normais”. Era o que Steve Jobs pensava. Mas a Sony veio para desmitificar que smartphone bom tem que ser grande e lança o Xperia Z3 Compact, uma versão menor do seu topo de linha com praticamente o mesmo hardware.

Com uma tela de “apenas” 4,6 polegadas e um processador super rápido, câmera de 21 Megapixels e acabamento a prova de água e poeira, será que ele conseguem agradar o público que consome smartphones caros? Descubra nessa análise que fizemos dele.

Construção e acabamento

O Z3 Compact mantém a mesma construção e acabamento do Xperia Z3, o irmão maior. Ele possui o mesmo acabamento em vidro na traseira e na frente já característico da linha Xperia Z. Além disso ele é a prova de água e poeira. Uma novidade é que ele ficou mais arredondado nas laterais e elas agora utiliza um plástico super resistente.

conta 006

As quinas utilizam um outro plástico ainda mais resistente. Gostei bastante disso pois sempre que um celular cai no chão ele cai de quina. A Sony pensou exatamente isso, talvez ao invés de uma tela inquebrável, agir na origem do problema é bem melhor.

A Sony se preocupou realmente em fazer um smartphone pequeno, não é só a tela que é menor que a concorrência, o corpo também é bem pequeno. Ele tem apenas 8.6 mm de espessura, 127.3 de altura e 64.9 de largura.Ele também é bem leve e pesa apenas 129 gramas.

conta 016

No geral, ele mostra bastante segurança. Embora o vidro bem liso sempre passe aquela sensação que ele vai escorregar a qualquer momento das mãos, o seu tamanho diminuto faz com que ele caiba perfeitamente nas mãos e a sensação de queda logo passa.

Suas bordas também são bem estreitas, nas laterais e também as bordas superior e inferior. Na verdade ele lembra bastante o design do antigo Xperia ZQ, deixando o visual quadradão para trás.

Vale lembrar que o Xperia Z3 Compact é a prova de água e poeira e tem certificação IP65 e IP68, sendo juntamente como Z3 os únicos que são realmente à prova d’água, os concorrente são resistentes a água. Com o Xperia Z3 você pode tirar fotos enquanto nada em água doce por até 30 minutos. Você pode até mesmo mergulhar 1,5 metro com ele. Vale lembrar que para isso todas as tampas da porta micro USB, do compartimento do minichip e do compartimento do cartão de memória precisam estar firmemente fechadas, ou senão você ganha um lido peso de papel de vidro e metal.

z3 compact à prova d'água

Tela

Com sua tela de 4.6 polegadas com resolução HD, pode parecer no inicio que ele não seja realmente um smartphone topo de linha. Mas com o uso isso vai mudando. A tela realmente é muito boa e a resolução HD é suficiente. Ela tem um excelente brilho, embora não seja o mesmo do grandão Z3, nada que comprometa o uso. Interessante como a Sony evoluiu em suas telas, o brilho quanto etá no máximo é tão bom que ao usar o Z3 Compact debaixo da luz do sol da para enxergar a tela normalmente. Até parece que você está em um ambiente “normal”. Levo muito em conta isso pois são poucos os aparelhos que se saem bem nessa situação, e quando se saem são em sua maioria telas AMOLED, que não é o caso dele.

conta 015

Claro que seu brilho e nitidez são diretamente ligados a expertise da Sony em tecnologias para telas. Ela foi otimizada graças à tecnologia “X-Reality for mobile”, que exibe uma ótima representação de cor. Por outro lado, também podemos ajustar manualmente o equilíbrio de branco. Até o preto fica próximo do que apresentam as telas AMOLED, líderes nesse aspecto. Outro aspecto bom é o ângulo de visão da tela, não importa a posição que você a olhe, não há nenhum tipo de perda.

Leiam também:  Oneplus 3T: Unboxing e primeiras impressões do MONSTRO

conta 011

A proporção do tamanho da tela com o corpo é um trabalho de mestre. Uma tela de 4.6 polegadas nem seria normalmente tão compacta assim, mas graças as bordas extremamente pequenas nas laterais e também a superior e  inferior, o aparelho ficou realmente muito compacto, honrando o seu nome.

conta 014

                       Hardware

Como disse anteriormente, ele possui praticamente o mesmo hardware do Xperia Z3. Mas é praticamente, não igual. A tela, além do tamanho, também não tem a mesma resolução. Ela tem 1280 x 720 pixels, diferente do Xperia Z3 que tem resolução full HD. Eu particularmente prefiro assim, não acho que uma tela de 4.6 polegadas precise de resolução full HD, isso só serviria para drenar mais bateria e não dar diferença alguma. Além disso, uma tela menor e com menor resolução economiza processamento e por tabela bateria. Abaixo um comparativo do Xperia Z3 vs Xperia Z3 Compact:

SONY XPERIA Z3 SONY XPERIA Z3 COMPACT
Dimensões 146 x 72 x 7.3mm 127 x 64.9 x 8.6mm
Peso 152g 129g
Tela 5.2 polegadas 4.6 polegadas
Resolução 1,920 x 1,080 1,280 x 720
Tipo de tela Triluminos LCD with 16.7 million colors Triluminos LCD with 16.7 million colors
Bateria 3,100mAh Li-ion 2,600mAh Li-ion
Certificaçoes IP65 e IP68 a prova de água e poeira IP65 e IP68 a prova de água e poeira
Armazenamento interno 16GB (12GB livres) 16GB (12GB livres)
Armazenamento externo MicroSDXC (128GB) MicroSDXC (128GB)
Câmera principal 20.7MP (1/2.3 abertura equivalente 25mm) 20.7MP (1/2.3 abertura equivalente 25mm)
Câmera frontal 2.2MP 2.2MP
Gravação de vídeo 1080p, 4K 1080p, 4K
NFC Sim Sim
Redes suportadas HSPA+ (850/900/1700/1900/2100); GSM GPRS/EDGE (850/900/1800/1900); LTE (Bandas 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 13, 17, 20) HSPA+ (850/900/1700/1900/2100); GSM GPRS/EDGE (850/900/1800/1900); LTE (Bandas 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8, 13, 17, 20)
Bluetooth v4.0, aptX, A2DP v4.0, aptX, A2DP
SoC Qualcomm Snapdragon 801 (MSM8974AC) Qualcomm Snapdragon 801 (MSM8974AC)
CPU 2.5GHz quad-core Krait 400 2.5GHz quad-core Krait 400
GPU Adreno 330 Adreno 330
RAM 3GB 2GB
Conexões MHL, USB OTG, WiFi Direct, DLNA, Miracast, FM radio MHL, USB OTG, WiFi Direct, DLNA, Miracast, FM radio
WiFi Dual-band, 802.11a/b/g/n/ac Dual-band, 802.11a/b/g/n/ac
Wireless Charging Não Não
Sistema operacional Android 4.4.4 Android 4.4.4

A segunda diferença é quantidade de memória RAM, essa faz diferença. O Xperia Z3 compact possui 2GB de RAM, já o Z3 tem 3GB de RAM. Isso sem dúvidas faz diferença na hora de multitarefas. Mas quem não costuma ficar com dezenas de apps e jogos abertos ao mesmo tempo, também não vai sentir tanta diferença.

Câmera – boa, mas não excelente

conta 009

A Sony desde que lançou o Xperia Z1 diz que coloca a melhor câmera do mercado em seus smarphones principais, mas sempre que faço um review deles a sensação é a mesma: poderia ser melhor. Não é que a qualidade da câmera seja ruim, pelo contrário, é boa, mas não justifica toda a propaganda que a Sony faz.  O sensor Exmor RS tem resolução altíssima de 20,7 megapixels mas o destaque ficaria por conta de sua sensibilidade que chega em um ISO de 12800, ficaria pois não consegui de jeito algum passar de 3200 no modo manual. Segundo a Sony o Xperia Z3 e Z3 Compact são os únicos no mundo que alcançam esse valor de ISO. Já o sensor com abertura f/2.3 poderia ser melhor. Atualmente há smartphones baratos como o Moto G e o Zenfone 5 que possuem abertura de f/2.0. Na prática a Sony conseguiria melhor desempenho em ambientes pouco iluminados ou até um efeito de profundidade de campo melhor. Detalhe: o sensor do Zenfone 5 é feito pela Sony. Mas ela se justifica dizendo que o algoritmo do software compensa tudo isso, será?

Leiam também:  É oficial: Asus Transformer Prime com Tegra 3 Quadcore, tela iPS e ICS em Dezembro

O resultado das fotos são bons. Porém uma coisa que reparo há tempos é que o algoritmo da Sony parece não encontrar um ponto de equilíbrio. Algumas fotos tiradas em ambientes bem iluminados em algumas situações geram fotos lavadas quando não seria necessário o software “se intrometer” no resultado, graças a boa iluminação. Já em ambientes escuros onde o software teria que dar uma forcinha, o pós-processamento das fotos geram ruído e os alguns detalhes das fotos se perdem.

Ambiente com pouca luminosidade e com flash
Ambiente com pouca luminosidade e com flash
Ambiente fechado mas com boa iluminação
Ambiente fechado mas com boa iluminação
Iluminação artificial, com HDR e Macro
Iluminação artificial, com HDR e Macro
Foto tirada a noite
Foto tirada a noite

Notem que a qualidade do Xperia Z3 é boa e melhor que alguns concorrentes como o novo Moto X, porém o resultado é inferior a outros Androids topos de linha. Acho que o Z3 Compact merecia uma câmera melhor, afinal a Sony é uma das líderes no mercado fotográfico, então eles possuem know-how para isso. Acho que a engenharia do departamento fotográfico não dá uma ajudinha para o pessoal mobile.

Efeito fundo desfocado
Efeito fundo desfocado

A Sony trouxe mais novidades ao seu app de câmera, que já é carregado de funções. O modo de desfocagem do fundo é o melhor na minha opinião, gerando fotos bem legais. Uma novidade é a possibilidade de fazer streaming de vídeo diretamente para o youtube . Outro recurso bacana e o multi câmera: se em um ambiente tiver vários Xperias Z3, eles se conectam e tiram a mesma foto de diversos ângulos. Uma situação quase impossível de acontecer, mas que eu gostaria de ver algum dia.

Software e multimídia

Screenshot_2014-11-17-20-05-16Vamos ser sinceros, a interface da Sony é praticamente a mesma desde a época da Sony Ericsson. Isso não chega a ser ruim pois eu particularmente gosto da customização da Sony. Ela cumpre seu papel: é rápida e não é feia como a TouchWiz. Na parte de aplicativos tem o melhor player de música nativo, o Walkman e também uma galeria de imagens diferente que facilita o uso. Porém é um visual datado que lembra versões antigas do Android. Ela vai contra o conceito atual do material design, do iOS 8 e do Windows Phone onde o visual esta mais flat e suave. Os ícones da Sony continuam cheio de efeitos de sombra, luzes e outras firulas desnecessárias.

Embora alguns apps são úteis, outros tomam espaço e são inúteis ou na melhor das hipóteses desnecessários. Além dos chatos jogos de demonstração que teimam em estar presentes, o app da câmera já cansou com seus efeitos de realidade aumentada:  ninguém quer tirar uma foto com dinossauros na tela ou uma máscara de carnaval. Também acho inútil enviar um vídeo ao vivo no Facebook. Não estou pedindo um Android puro, que aliás também não morro de amores, mas não precisa exagerar nos crapwares. Pelo menos ele roda o Android 4.4.4 e a Sony já avisou que irá atualizar ele para o Lollipop, quem sabe ela não se adapte mais ao visual e mude a sua interface.

A Sony sempre foi forte em multimídia, tanto em software com em hardware. O Z3 Compact, embora pequeno, possui dois alto-falantes frontais que esbanjam qualidade sonora. O som chega a ser melhor que do meu notebook. Não há distorções ou agudos de radinho de pilhas, até os graves são bem reproduzidos. Além disso, o app Walkman vem com equalizador embutido que faz bastante diferença e se não você não querer se preocupar com equalização há ainda o ClearAudio+ que é um modo pré-definido que deixa o som bem legal.O fato do som sair pela frente evita que o som seja abafado e de quebra ajuda na hora de assistir vídeos sem se preocupar com a mão tapando o som, como por exemplo acontece no LG G3.

O único ponto negativo é a ausência do infravermelho. Sinceramente não dá para entender. Não deve ser caro colocar um já que até smartphones de entrada da LG possuem, sem dizer que todos os topos de linha atualmente possuem. Eu acho muito legal controlar TV, Blueray ou qualquer outro aparelho diretamente do celular. Vale lembrar que nem o Xperia Z3 possui.

Leiam também:  Vídeo Review do Samsung Galaxy Note 3

Desempenho e bateria

Screenshot_2014-11-17-20-42-43Com o hardware que ele tem, nem preciso afirmar que ele tem um desempenho excepcional. Se por um lado ele tem menos RAM que o Xperia Z3, o fato de uma tela menor e com menos resolução exigem menos processamento dele e o resultado é um smartphone extremamente rápido.Não existe atualmente qualquer app ou jogo que deixe ele lento ou ao menos dê alguma travada. Em 2 semanas de uso isso não existiu, ele não travou nenhuma vez sequer nesse tempo, mesmo com 10 ou mais jogos e apps abertos ele continuou funcionando perfeitamente. Nem precisou ter mais 2GB de RAM.

Em testes de benchmarks ele também se sai muito bem ficando no topo da lista de todos eles. No Antutu ele chegou a fazer 42000 pontos praticamente empatando com os lider HTC M8, sendo uma diferença irrelevante entre eles. Poderia ficar citando aqui vários testes sintéticos ou imagens com gráficos, mas acho desnecessário pois o fato é que ele é um topo de linha que roda tudo que existe perfeitamente.

Screenshot_2014-11-17-20-41-51A bateria foi uma das coisas que mais me agradou no Z3 Compact, se não a mais. Primeiro que pelo tamanho e espessura dele, uma bateria de 2.600 mAh mostra que a Sony fez milagre ali dentro. É a melhor bateria nessa categoria de tamanho. Para efeito de comparação, o iPhone 6 que tem um tamanho parecido sendo pouca coisa maior, tem uma bateria de 1810 mAh, é muita diferença. A Sony no seu evento prometeu que ele teria uma autonomia de 3 dias de uso, algo equiparado ao que promete a Motorola com o Moto Maxx. Obviamente que no geral isso não acontece pois nem o Moto Maxx consegue isso na prática.

Mas a realidade é melhor ainda do que eu esperava. Em um dia de uso pesado meu com WiFi e 4G ligados direto, brilho no automático, assistindo vídeos por cerca de 1 hora e umas 3 horas de música além de algumas fotos, 1 hora de navegação na internet e outras coisas mais comuns, eu cheguei em casa e me deparei com cerca de 20% de bateria. A tela ficou ligada cerca de 3 horas direto. No outro dia de manhã. ele estava com cerca de 10% da bateria. Resumindo: 24 horas de uso sem ver um carregador e ele ainda tinha carga!

Não podemos esquecer do modo stamina, já famoso nos celulares da Sony. Ele ganhou um nível ainda mais econômico chamado Ultra Stamina. Segundo a Sony, a partir do momento que você ativa ele a bateria dura mais 11 horas (com cerca de 10% de carga ou até menos). Para isso, o modo ativa apenas o telefone, SMS, rádio FM, alarme, câmera e calculadora. Em uma emergência é útil.

Vídeo Review

Prós e contras

Prós

  • Tamanho super compacto mesmo com tela de bom tamanho
  • Bateria bem superior a concorrência
  • Hardware e desempenho invejável
  • Acabamento de primeira qualidade a prova de água e poeira

Contras

  • Câmera boa mas poderia ser melhor
  • Não tem infravermelho

Conclusão

Como notaram ele só tem um ponto fraco que é a ausência do infravermelho, a câmera poderia ser melhor mas continua sendo boa. Quem procura um smartphone topo de linha mas não gosta de telas grandes e prefere usar com apenas uma mão o celular, ele é o melhor que há disponível. Também mostra ser uma excelente opção para quem quer migrar a partir de um iPhone, já que a mudança de tamanho será imperceptível. A Sony acertou em criar um smartphone topo de linha com tamanho compacto, na realidade é a única que fez isso. Só poderia ter melhorado um pouco no preço.

 

 

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

destaque, destaques, Featured, Motorola, Reviews

Vídeo review: 3 meses com o Moto X4, vale a pena?

Confiram o review em vídeo do Moto X4, novo smartphone da Motorola que trás um super design em vidro mas peca em suas câmeras.

Dando continuidade há uma das mais famosas linhas de smartphone da Motorola, a X, a Lenovo trás finalmente um sucessor: o Moto X4. Mas, diferente dos anteriores, é um smartphone mais barato com hardware de intermediário. Será que vale a pena? Assistam o vídeo acima e descubram.

Moto X4 – Design

O Moto X4 tem um foco maior no design. Com um acabamento inteiro de vidro, e a traseira com efeito 3D, é o smartphone mais bonito já feito pela Motorola. Além disso, ele conta com proteção IP68 contra água e poeira, sendo possível emergir o dispositivo em até 1,5 metros de profundidade.

Moto X4 – Hardware

Ele conta ainda com um bom hardware intermediário com processador Snapdragon 630, 3 GB de memória RAM e apenas 32 GB de armazenamento interno. Sendo seu armazenamento seu calcanhar de áquiles, já que somente 15 GB é disponível para o usuário. O motivo eu já expliquei aqui, mas resumidamente ele possui uma partição de 8 GB para o sistema e mais outra de 8 GB clonando a primeira. Sendo assim, mais de 16 GB são ocupados.

Moto X4 – Câmeras

Sua câmera, que deveria ser a principal feature, é dual com um sensor de 12 MP com abertura de f2.0 e outro de 8 MP com abertura de f2.2. Esse último tira fotos em preto e branco. No geral as fotos condizem com seu preço, nada de muito fantástico.

O problema são seus efeitos de profundidade. Na teoria funcionaria muito bem. Através de software, a câmera identifica o fundo e a frente da foto. Com isso, o software consegue, por exemplo, desfocar o fundo, mudar para preto e branco e até trocar por outra foto. Mas na prática não funciona muito bem. O reconhecimento só acontece quando a distância entre a imagem da frente e da traseira é grande o bastante. Em distâncias curtas o software erra bastante, borrando bordas.

Leiam também:  É oficial: Asus Transformer Prime com Tegra 3 Quadcore, tela iPS e ICS em Dezembro

A câmera frontal também é um problema sério, pois a mesma não consegue focar o rosto, sempre ficando um meio termo entre o fundo e a frente.

materia completa
destaques, Reviews, Samsung

Review Galaxy S8: 6 meses depois ele ainda é o melhor

Já se passaram mais de 6 meses do lançamento do Galaxy S8, o topo de linha da Samsung atualmente, juntamente…

Já se passaram mais de 6 meses do lançamento do Galaxy S8, o topo de linha da Samsung atualmente, juntamente com o Galaxy Note 8. Depois de 6 meses usando esse aparelho resolvemos, finalmente, publicar nosso review. Será que vale a pena? Ele é realmente o melhor? Confiram os detalhes abaixo.

Review em vídeo do Galaxy S8

Review Galaxy S8 – Design

Sem dúvidas o que mais chama a atenção no Galaxy S8 é seu design. Embora a tela curva já estivesse presente no Galaxy S7 Edge e S6 Edge, as coisas ficaram menores. Se trata de um smartphone gigante mas em um corpo pequeno. O Galaxy S8 é um Galaxy S7 com tela maior, mas não com carcaça maior. Ele possui tela de 5,8 polegadas e mesmo assim é significativamente menor que qualquer smartphone de 5,5 polegadas. Para se ter uma ideia, ele é mais estreito que um Moto G5S que tem tela de 5,2 polegadas.

Review Galaxy S8 frontal

De largura ele é mais fino que o antecessor Galaxy S7 que tem tela de 5,2 polegadas. Porém é mais alto. É o novo padrão de telas 18:9. Além disso, mesmo de altura ele é pequeno. A Samsung removeu os botões físicos de início, voltar e multitarefa, que foram para a tela, como já acontece em outras fabricantes.

Review Galaxy S8 frontal

Uma tecnologia interessante nele é que o botão inicio, mesmo sendo visualmente virtual, ele ainda é fisíco. Ou seja, é um botão fisico que é virtual, entendeu? Vamos explicar. A Samsung manteve um sensor de pressão embaixo da região onde o botão de início é exibido. Isso significa que ele pode ser acionado a qualquer momento, inclusive com a tela desligada ou quando você estiver rodando um jogo em tela cheia.

No geral ele é mais premium que o Galaxy S7. Detalhes como o calombo da câmera traseira finalmente sumiu por completo (embora fosse praticamente inexistente no anterior). Ele também é mais confortável que o S7 Edge, pois as bordas curvas ficaram  mais suaves e o aro de metal também é mais suave. Claro que o tamanho fino ajuda muito. A maioria das pessoas conseguirá usar ele com apenas uma mão.

Review galaxy s8 espessura

O conector de ouvido continua lá, firme e forte do lado do conector Tipo C, que estranhamente ficou de fora na geração passada. Em uma das laterais há a bandeja para 2 SIM Cards mais o cartão micro SD: isso mesmo, há uma bandeja hibrída por aqui. Infelizmente não é tudo separado como no Galaxy A5 2017, por exemplo. Mas é um avanço já que o S7 só tinha opção Single SIM.

Review Galaxy S8 conector de fone de ouvidos

Outra coisa que reparei é que ele ficou mais resistente. Embora continue de vidro atrás e na frente, para garantir o carregamento sem fio, ele é muito resistente. Mesmo após várias quedas ele continuou intacto, até mesmo o aro de metal pouco amassa. No S7 esse aro era mais maleável, amassando facilmente, e o vidro também quebra com certa facilidade. Porém,  vidro da traseria arranha muito fácil, muito fácil mesmo. Usar sem capinha terá um resultado desastroso em dias, como podem notar abaixo.

Review Galaxy S8 traseira arranhada

Review Galaxy S8 – Tela

A linha Galaxy S tradicionalmente possui as melhores telas de smartphones do mundo. Não tinha muito o que melhorar no Galaxy S7, ele já é excelente. Mas melhorou no Galaxy S8. O painel AMOLED de 5,8 polegadas com resolução de 2960×1440 pixels é impecável, com cores equilibradas de fábrica, sem excesso de saturação, além de brilho forte, alto nível de contraste e ângulo de visão irrepreensível. A diferença para o S7 que mais reparei foi justamente a melhora no brilho, dá para usar o aparelho confortavelmente mesmo em um dia ensolarado sem nuvens. Algo raro hoje em dia.

Leiam também:  Vídeo Review do Samsung Galaxy Note 3

Review Galaxy S8 tela

Assim como aconteceu com a atualização para o Nougat no Galaxy S7, a tela agora não vem configurada no padrão para a resolução máxima. Ao invés disso, ela vem por padrão configurada em 2220×1080 pixels. Se trata de um full HD+. Ou seja, mesmo sendo a metade da capacidade da tela, é impossível ao olho nu notar essa diferença. Isso ajuda na economia de bateria: a GPU é poupada, já que não precisa renderizar textos, animações de menu e ícones de aplicativos usando o máximo de potência. Se quiser mais economia, ainda dá para diminuir para HD+ com resolução  de 1480×720 pixels, o máximo só fica mesmo para realidade virtual.

Por ter uma proporção de tela de 18,5:9, nem todos os aplicativos ocupam todo o espaço do display, ficando com faixas pretas. Você pode esperar que o desenvolvedor atualize o aplicativo ou forçar manualmente para que o software ocupe o painel inteiro — eu fiz isso em vários aplicativos e não notei problemas de compatibilidade. Quando um vídeo está rodando em tela cheia, o Galaxy S8 mostra um botão para que a imagem passe a ocupar todo o display, se você preferir assim. Mas não se preocupe, isso vai virar padrão, ainda mais que o próximo aparelho do Google (inclusive farão o próprio hardware) virá com esse padrão. É a melhor tela é pronto.

Review Galaxy S8 – Câmeras

Assim como em tela, a linha Galaxy S também é referência em câmeras. O Galaxy S7 possui uma das melhores câmeras do ano passado, considerada por muitos como a melhor. Porém, do ano passado para cá houve uma grande evolução por parte de concorrentes. Principalmente com a padronização para as câmeras dual. Com isso, esperavá-se uma câmera dual no S8, porém não veio, foi papel do Note 8 trazer. Mas mesmo assim ainda temos uma das melhores câmeras do mercado no papel e na prática.

A Samsung praticamente não mexeu na câmera traseira em relação à geração anterior. O Galaxy S8 tem sensor de 12 megapixels e lente com abertura f/1,7 — que continua sendo uma das maiores do mercado, o que em teoria permite fotos noturnas de melhor qualidade. Ele não tem exatamente o mesmo sensor do Galaxy S7, mas tem o mesmo número de pixels, o mesmo tamanho físico e as mesmas tecnologias.

Review Galaxy S8 cameras

 

Isso é ruim porque não houve um avanço realmente significativo na qualidade das fotos, mas, por outro lado, pode ser bom porque a câmera do Galaxy S7, mesmo em 2017, ainda se sobressai na multidão.

Leiam também:  Moto G vs novo Moto G, vale a pena a troca?

No software, a Samsung colocou alguns efeitos especiais no aplicativo de câmera, como carimbos, stickers e máscaras em tempo real, a funcionalidade inútil mais importante e popular do momento. E houve melhorias na usabilidade, sendo possível controlar o zoom (digital, infelizmente) apenas deslizando o botão do obturador para cima ou para baixo, evitando o gesto de pinça.

Quanto à qualidade da fotografia, o Galaxy S8, como dito acima, continua uma das melhores câmeras do mercado. A principal melhoria foi na câmera frontal, que teve sua resolução elevada para 8 megapixels, o que de fato resultou em aumento de definição nas selfies. Em conjunto com a lente, que também possui abertura f/1,7, os resultados são excelentes. E para finalizar, a câmera frontal agora conta com foco manual. Não é o único, mas é o primeiro que testei com câmera frontal com essa tecnologia.

foto camera frontal galaxy s8

De praxe, se a iluminação ajudar as fotos tiradas pelo S8 são de fato excelentes. Nível de ruído baixissimo, cores fiéis como pouca intervenção de software, nível de detalhes acima do normal e um alcance dinâmico fenômenal, sendo o melhor que já testei nessa categoria. Nada de branco sempre estourado, ou sombras escondendo objetos forografados. Perfeito equilibrio, para um smartphone.

Foto camera galaxy S8 Foto camera galaxy S8 Um detalhe interessante é o modo foco seletivo. Embora sempre presente nas gerações anteriores. Dá para perceber que a Samsung melhorou o software. Isso se deve ao fato da concorrência ter duas câmeras e produzir por hardware o efeito bokeh. Porém, mesmo assim, o resultado da câmera única do Galaxy S8 é melhor que vários dual câmeras que vejo por aí.

Foto camera galaxy S8 Foto camera galaxy S8

Parabéns para a Samsung. Embora tenha um modo manual, raramente é necessário usar, pois o automático quase sempre acerta nas configurações.

Com iluminação ruim, as fotos continuam muito boas. O nível é o mesmo do Galaxy S7: a definição é muito boa, praticamente não existe ruído e as luzes não estouram. Em ambientes pouco iluminados e com luz artificial, as fotos também ficam acima da média.

Foto camera galaxy S8 noite Foto camera galaxy S8 noite Foto camera galaxy S8 noite

Review Galaxy S8 – Hardware e perfomance

O processador usado no Galaxy S8 brasileiro é o Exynos 8895, atualização do usado no Galaxy S7 que era a versão 8890. Nos EUA e alguns outros países, é utilizado o Snapdragon 835. Mas, ao contrário do que muitos pensam, no gera o processador da Samsung possui características que se sobressaem frente ao concorrente. Ele conta com quatro núcleos Exynos-M1 de 2,3 GHz de alto desempenho e quatro núcleos Cortex-A53 de 1,7 GHz de baixo consumo de energia. É o primeiro chip para dispositivos móveis com litografia de 10 nanômetros, junto com o Snapdragon 835. Lembrando que atualmente, a Samsung fabrica ambos, embora no caso do Snap a Qualcomm para ela fabricar seu projeto.

O desempenho é muito bom. Ele tem um multitarefa eficiente, que não fica matando os aplicativos em segundo plano, não apresenta sinais de engasgo e faz qualquer coisa sem o minimo de dificuldade. Resumindo: é o melhor processador do mercado. Fecha com 4GB de RAM e 64GB de armazenamento interno. O Galaxy S8+, com excessão da tela, possui o mesmo hardware, porém há ainda uma versão bem mais cara com 6GB de RAM e 128GB de armazenamento interno.

Leiam também:  Vídeo Review: LeeCo Le 2 Pro! Super hardware mas o software....

Um destaque é o fato do Galaxy S8 ser o primeiro smartphone do mercado com Bluetooth 5.0. A nova versão da tecnologia de conexão sem fio traz novidades evolucionárias, como o dobro de velocidade de transmissão e quatro vezes mais alcance. A Samsung aproveitou a novidade para colocar o recurso Áudio Duplo, que permite transmitir simultaneamente para dois fones de ouvido (para compartilhar o som) ou dois alto-falantes (para amplificar o volume). E aind aconta com o USB 3.1, que traz possibilidades interessantes como transmitir imagem via HDMI, bastando um adaptador USB Tipo C para HDMI. O adaptador dos novos Macbooks funcionam nele.

Mas a principal novidade é o leitor de íris, que foi herdado do Galaxy Note 7. Ele é confiável e, teoricamente, funciona mesmo no escuro por meio de infravermelho. No geral não gostei tanto. A câmera precisa enxergar seus olhos, então é necessário posicionar bem o aparelho na sua frente. Embora muitos dizem o contrário, na minha experiência houve bastantes falhas ao ponto de desistir do seu uso.

Juntando o fato do leitor ser pouco útil, para meu uso, juntou o fato da Samsung ter feito a maior cagada do S8: a posição do leitor digital. Ele fica estranhamento ao lado da câmera. Além de toda hora meter o dedo na lente da câmera, devido ao posicionamento alto e o celular ser alongado, preciso sempre subir a mão no celular. Resumindo, muitas vezes deixo de usar proteção para não passar nervoso.

No quesito bateria, não houve evolução frente a geração passada. Infelizmente, continua em 3.000 mAh. A bateria do Gaalxy S7 era boa em seu lançamento, porém ela sofre de perda considerável de desempenho com o passar do tempo. Tenho um S7 com 1 ano de uso e ele deve durar a metade do tempo de que no começo, e atualização para o Nougar ajudou nisso.

O S8, depois de 6 meses, já perdeu também. Deve durar uns 10% menos desde que comprei. Pelo menos, ele está mais otimizado para o Nougat. Só espero que com a chegada do Android 8.0 Oreo, ele melhore em bateria e não piore.

Nos meus testes, tirando o aparelho da tomada às 9 horas da manhã, ouvindo duas horas de streaming de música no 4G, e navegando na web por 1h30min a 1h50min, também pela rede móvel, eu sempre cheguei em casa às 23 horas com algo entre 20% e 30% de bateria.

Review Galaxy S8 – Prós e contras

Prós

  • Câmera de alto nível
  • Melhor tela do mercado
  • Hardware de última geração
  • Proteção contra água

Contras

  • Leitor de impressões digitais mal posicionado

Review Galaxy S8 – Conclusão

Vale a pena? Sinceramente depende. Custando mais de 3 Mil Reais atualmente, na minha opinião ele não oferece tanta coisa assim a mais que um Galaxy S7 Edge por quase o dobro do preço. É melhor, obviamente que sim, mas as diferenças não serão tão notadas assim para justificar o preço. Mas, se a diferença de preço não seja problema para você, ele é disparado o melhor top de linha do mercado brasileiro atualmente rodando o sistema Android. É um celular sensacional para ser usado sem problemas por, pelo menos, uns 3 anos.

materia completa
destaques, Planos, TIM

TIM Beta sem convite: somente esse mês (Outubro 2017)

O TIM Beta é um dos melhores planos do Brasil, ou o melhor para muitos. O grande problema é o…

O TIM Beta é um dos melhores planos do Brasil, ou o melhor para muitos. O grande problema é o sistema para entrar apenas por convites. Mas por tempo limitado a TIM acaba de divulgar uma promoção que basta uma recarga especifica para clientes se tornarem TIM Beta. Saibam mais abaixo.

Leiam também – TIM Beta – O guia completo sobre o mais famoso plano da TIM

Através de um hotsite da operadora, até o fim de Outubro clientes da TIM que já possuem um número da operadora receberão um convite da própria TIM para ingressar no jogo TIM Beta. O convite tem validade de 10 dias após a mesma enviar por SMS. A promoção tem validade do dia 25 até o dia 31 de Outubro.

Para ser elegível na promoção, basta que seja feita uma recarga de R$ 100 com cartão de crédito no hotsite da promoção. Após 25 hroas do ato da recarga a TIM enviará um SMS com link para preencher seus dados cadastrais e assim ser migrado para o plano TIM Beta. Os R$ 100 da recarga poderão ser utilizados nos pacotes do TIM Beta disponíveis.

São vários pacotes diferentes para usar o seu saldo: existe o plano diário que custa R$ 1,30 por dia, onde você tem direito a 100 MB de dados por dia e ligações ilimitadas para telefones da TIM; o plano semanal que dá direito a 1,5 GB por semana (6GB mensais) com ligações ilimitadas para qualquer operadora e acesso ao serviço de streaming Deezer sem descontar da franquia.

Porém, dentre os pacotes, o que parece mais interessante é o mensal. Nele o cliente tem direito a 600 minutos de ligações e incríveis 10 GB de internete por mês. Para completar, os cliente ainda poderão utilizar gratuitamente o Deezer sem ser descontado da franquia. Outro plus é o serviço de backup TIM Protect Backup com capacidade de armazenamento de 30GB. Esse plano custa R$ 50 por mês.

Leiam também:  Review HTC Ultimate e do Windows Phone 7

Como disse tem que ser até o fim de outubro, ou até que atinjam 10 mil convites enviados. Para cadastrar, acessem o site da TIM clicando aqui.

materia completa
ASUS, destaque, destaques, Reviews

Review Zenfone 4: Vale a pena pagar o preço?

A ASUS apresentou a quarta versão de seu smartphone: o Zenfone 4 chegou em 3 versões e fazendo barulho. O…

A ASUS apresentou a quarta versão de seu smartphone: o Zenfone 4 chegou em 3 versões e fazendo barulho. O Zenfone 4 melhorou em relação a versão passada, porém o preço aumentou e o principal motivo de comprar o Zenfone 3 não se aplica no 4: Pagar menos por mais. Testamos a versão mais parruda do Zenfone 4, confira abaixo o que achamos dele.

Review em vídeo

Design e construção

Hoje em dia smartphones são bem parecidos, então um sempre vai lembrar outro. No Caso do Zenfone 4 não é diferente. Na parte da frente temos algo bem parecido com um Galaxy ou um iPhone, mas mesmo assim se trata de um aparelho muito bonito. As bordas laterais diminuiram em relação ao Zenfone 3, porém ainda não dá para ser chamado de bordless.

Review Zenfone 4 frente

A tela possui curvatura 2,5 D em todas as suas laterais, o que garante melhor pegada e deixa o aparelho mais bonito de fato. As bordas superiores e inferiores são bem grandes, possuem o mesmo tamanho para uma perfeita simetria, algo encontrado nos iPhones. Mas é na parte traseira que ele se destaca, o famoso efeito de luzes concêntricas, característica da ASUS, está presente em todo o vidro traseiro.

Review Zenfone 4 traseira

Outro destaque é o modo que as câmeras foram montadas. Elas estão abaixo da camada de vidro, ou seja, não tem nenhum calombo, tornando assim todo aparelho totalmente plano. Aqui temos suas duas câmeras, uma normal e uma Wide-angle de 120 graus.

Embora seja muito fino, apenas 7,7 mm, ainda achei o Zenfone 4 um pouco trambolhão e não muito confortável na mão quando comparado com concorrentes. O problema não é nem o tamanho, e sim da traseira ser totalmente plana. Como ele não tem curvas nas laterais, a pegada não é tão boa assim. Com o tempo acostuma-se já que é algo bem pessoal, mas acho que bordas curvas seriam bem vindas num aparelho desse tamanho e preço. Juntando o fato dele ser de vidro e escorregadio, uma capinha é meio que obrigatório para evitar uma queda fatal. Pelo menos ele vem com uma básica de silicone.

Review Zenfone 4

Ele é todo construido sobre um chassi de aluminio, revestido de vidro com corning gorilla Glass 3 na frente e na parte de trás. Aqui um elogio: a tela está muito bem tratada, não estou falando de qualidade de imagem ainda, mas a proteção oleofóbica é uma das melhores que já vi. Raramente fica engordurada ou com marcas de dedo. Além disso ela não arranha facilmente. Usei sem pelicula por 3 semanas e não há nenhum arranhão, nem aqueles minúsculos. Para efeito de comparação, o Galaxy S8 e o Moto Z2 Force, em 2 dias já estavam cheio de arranhões apenas de colocar e tirar do bolso. Não sei se com o tempo piora, mas não vejo necessidade de peliculas nesse aparelho.

Tela

A tela dele é uma tela de 5,5 polegadas com resolução full HD. A tela é de LCD IPS. A qualidade é ok, nada de ruim mas também nada fora do normal de um intermediário premium. Você não terá problemas em enxergar mesmo em um dia ensolarado.

Review Zenfone 4 tela

O brilho é bem alto, o contraste é bom e o branco é bem fiel. Porém, o preto é meio acinzentando ou azulado dependendo do ambiente, mesmo para uma tela IPS achei que o preto poderia ser melhor. Mas nada que atrapalhe muito.

Leiam também:  Review do Nokia E6-00 com Symbian Anna

A reclamação fica porque a ASUS poderia ter colocado a tela AMOLED que equipa o Zenfone 4 Pro, que aliás não veio ao Brasil. Ou, pelo menos, uma resolução 2K como concorrentes top de linha possuem. Afinal estamos falando de um aparelho que rompe a casa dos 2 Mil Reais.

Hardware

Na parte de hardware temos um smartphone bem poderoso. O processador é um Snapdragon 660, possui 6 GB de RAM e 64 GB de armazenamento além de entrada para cartão micro SD.

Categorizar o Snadragon 660 é bem difícil. Ele está acima de qualquer intermediário premium, que normalmente vem com o Snapdragon 625 ou 630. Temos aqui Moto Z2 Play, Moto G5S Plus, Galaxy A9, dentre outros. Porém, ele não chega a ser um top de linha. O processamento chega bem perto, praticamente equivalente ao Snapdragon 820 do ano passado. A grande diferença fica por conta da GPU, ele vem equipado com uma Adreno 512. Essa GPU é cerca de 30% mais fraca que a Adreno 530 do Snapdragon 820. Na prática temos uma perfomance que beira um top de linha, porém mais econômico energicamente.

Review Zenfone 4 antutu

Ele vai dar conta de 99% dos usuários. Até mesmo jogos mais pesados ele roda bem, com perfomance notoriamente melhor que nos intermediários premiums.

Ele fez cerca de 110 mil pontos no Antutu Benchmark. Além disso, rodou bem a maioria dos jogos pesados.

A bateria dele é de 3300 mAh. Como disse, o Snpadragon 660 é econômico em relação aos tops de linha, mas não espere desempenho de bateria de um intermediário como Zenfone 4 com Snap 630 ou Moto Z2 Play. No meu uso ele ficou na média dos tops de linha bons. Aguenta bem um dia de uso.

Aqui vai um detalhe, o gerenciador de bateria da ASUS em parceria com a Qualcoom somada ao modo doze do Android, aprendem do seu uso. Funciona assim: com o passar do tempo o sistema vai identificando quais os seus apps que gastam mais energia, os que não gastam, que ficam em segundo plano e etc. Com essas informações, o sistema vai se adaptando ao seu uso; como por exemplo deixar, ou não, determinado app na memória RAM. Com isso, o desempenho vai melhorando conforme os primeiros dias vão se passando.

No meu caso, para chegar no resultado abaixo, demoraram cerca de 8 dias. No começo a bateria não durava nem metade disso. Por isso fica a dica: só reclame das baterias de smartphones com processadores Snapdragon e com Android 7 para cima depois de alguns dias.

Tirando o aparelho da tomada às 7h da manhã, eu fiquei navegando na internet por cerca de 2:30 pelo 4G, ouvi música no spotify via Bluetooth por 3 horas no Wifi e joguei alguns jogos casualmente somando uns 30 minutos. Tudo isso sempre com o brilho no automático. Chegando em casa as 20:00, ele estava com 20% de bateria. É uma marca boa, pelo menos para meu uso.

Leiam também:  Vídeo Review: LeeCo Le 2 Pro! Super hardware mas o software....

Review Zenfone 4 – Câmeras

O principal apelo de marketing do Zenfone 4 é o conjunto de câmeras. O slogan dele é “We love photos”. Dito isso, realmente a ASUS não fez feio. Começando por sua câmera frontal, ela possui 8 MP e abertura f2.0. No papel nada extraordinário, mas fiquei bem impressionado com o desempenho dela em boa luz.

Ela conta com um modo retrato via software bem eficaz, mas não perfeito. Notem na foto abaixo, ela aplicou um desfoque muito bom, porém nas bordas da minha orelha dá para notar erros. Além disso, as bordas das imagens tem uma perda de tonalidade de cores bem estranhas. Mas, no geral, está acima da média, incluindo até mesmo celulares tops de linha.

Review Zenfone 4 camera frontal Review Zenfone 4 camera frontal<

Na traseira são duas câmeras: uma principal, de 12 megapixels com lente de abertura f/1,8; e uma secundária, de 8 megapixels, que acompanha uma lente grande angular de 120 graus com abertura f/2,2.

Review Zenfone 4 camera dupla

A lente principal tira ótimas fotos em qualquer condição de iluminação. Mesmo durante a noite, a perda de detalhes é pouco e consegue um bom nível de nitidez. O alcance dinâmico, que sempre pesa em celulares, é bem equilibrado não estourando exageradamente os brancos ou omitindo detalhes sobre sombras. As cores são equilibradas, o contraste é bem natural e nitidez boa.

Review Zenfone 4 fotos Review Zenfone 4 fotos

Review Zenfone 4 fotos Review Zenfone 4 fotos Review Zenfone 4 fotos

Review Zenfone 4 fotos Review Zenfone 4 fotos Review Zenfone 4 fotos

Mas como acontece com 99% dos celulares com duas câmeras, a segunda (seja zoom ou seja wide angle) é bem inferior. No caso do Zenfone 4, achei inferior até mesmo do que a frontal. Mesmo tendo uma abertura de f2.2, as fotos a noite poderiam ser melhores, ficam bem ruins e indistinguiveis. Pior, mesmo durante o dia onde as fotos possuem bastante ruidos e falta de nitidez. Abaixo a mesma composição tirada primeiro com a Wide-angle e depois com a lente normal.

Review Zenfone 4 fotos Review Zenfone 4 fotos

Vale lembrar que além de abertura menor, a lente é fabricada por uma empresa diferente. Enquanto a principal é um sensor Sony IMX362 (mesmo do Zenfone 3 Zoom), o secundário é um OmniVision 8856, empresa que costuma fazer sensores para smartphones chineses mais baratos. Por isso a qualidade não é das melhores.

Eu continuo preferindo lentes Wide-angle para composições diferentes de cenas, mas acho que ficaria legal com uma lente com melhor qualidade.

Ele grava vídeos em 4 K e full HD em 60 fps. Possui um estabilizador ótico de 4 eixos que nos testes se mostrou satisfatório, porém inferior a smartphones como o Galaxy S7, que possui o mesmo sistema de estabilização.

Software

O grande problema da ASUS sempre foi o seu software, a ZEN UI é famosa por ser poluida, feia e lenta. No Zenfone 4, na versão 4 da Zen UI, a ASUS tentou melhorar, e de fato conseguiu melhorar bastante. Não está do jeito que gostaria, mas está a caminho para isso. Agora a interface reduziu drasticamente o número de aplicativos pré-instalados inúteis. Além disso, alguns recursos relativamente legais como gravação de chamadas e seu bom app de gerenciamento de arquivos continuam. Além disso perdeu um pouco do carnaval de cores e ficou mais simples.

Mas, como disse, ainda tem o que melhorar. Sinceramente o que fico mais triste é que parece que a ASUS faz uma adaptaçao da Zen UI para o português e não de fato uma versão. Erros feios de traduções estão presentes desde o primeiro Zenfone e ainda não foram corrigidos no Zenfone 4. Notem que na hora de ajustar o brilho, o minimo é escuro e o máximo é “luz”.  Ele tem a opção de mudar a fonte, legal. Então vamos lá em estilo de fonte, dai você encontrar “Fonte Padrão” e mais 3 fontes em mandarim. Ou quando configurar o tempo de compartilhar conexão começa com Após x minutos e do nada muda para Depois de. No novo app assistente de áudio, é possível configurar perfis para diferentes fones de ouvidos. Dai, quando você vai adicionar um aparece um “Adiconar” fones.

Esses são alguns exemplos. Pode parecer besteira, mas isso me passa uma sensação de amadorismo na tradução, o que não pode acontecer em uma empresa do porte da ASUS. Principalmente a falta de respeito com a língua portuguesa. Nem interfaces de marcas que nem vendem no Brasil, como a MIUI da Xiaomi ou a EMUI da Huawei eu vi erros tão absurdos na tradução.

Leiam também:  Vazam fotos do novo Nokia EOS, novo Windows Phone com Pureview

A parte “boa” é que em duas atualizações que ele teve alguns erros mais aparentes foram corrigidos, restando até então esses acima.

Resumindo a ASUS deu uma bela melhorada na interface, mas ainda é uma que eu menos gosto.

Conclusão

Podemos dizer que o Zenfone 4 é uma grande evolução se comparado com o Zenfone 3, que particularmente achei uma aparelho mediano. Porém, o preço também aumentou. Mesmo a versão com Snadragon 630 tá mais cara que o Zenfone 3 quando lançou. Mas tá na média.

O grande problema, que a ASUS deve estar ciente, é esse modelo que testei com o Snap 660. O aparelho é excelente e o Snadragone 660 é excelente. Mas não é um top de linha. Eu sei que não é só o processador que vai ditar se ele é um top de linha, no contexto ele compete sim com outros tops de linha. Mas se eu quero comprar um top de linha, instintivamente eu quero um processador top de linha. Além disso, o maior problema que eu acho é a concorrência, principalmente os tops de linha do ano passado que ainda são melhores que o Zenfone 4 em vários aspectos.

No preço que ele tá agora, você comprar um Samsung Galaxy S7 Edge, que é melhor em praticamente tudo, o mesmo acontece com o LG G6 que também tá na faixa de preço. E com poucas centenas de Reais, que não vai fazer tanta diferença quando a cifra passa de 2 Mil, dá para levar um Galaxy S8 que é melhor em tudo. Mas, se ele baixar o preço, que não é comum na ASUS, ai sim ele pode vir a ser a melhor opção de mercado em desempenho. Mas acho dificil, pois dai teriam que baixar muito também o Zenfone 3 com Snap 630. No fim das contas, quem vai puxar as vendas serão o Zenfone 3 e o Zenfone 3 Selfie.

Mesmo o Zenfone 4 com snapdragon 630 não acho vantagem, já que o próprio Zenfone 3 Zoom tá mais barato, com hardware pouca coisa inferior, com câmera idêntica e ainda com uma bateria enorme.

materia completa