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Review do Sony Xperia ZQ – beleza e potência

Com a chegada do Galaxy S4, muita gente esquece que existem outros fabricantes fazendo smartphones com o que há de mais avançado no mundo. O Sony Xperia ZQ é um caso. Embora ele utilize um processador de geração anterior se comparado ao S4 ou HT One, ele traz uma exclusiva tela full HD de 5 polegadas e um design muito bem feito e acabado – algo que não acontece com o S4 – além de uma boa câmera.

O Xperia ZQ, ou Zperia ZL como é conhecido em outros países, é uma versão alternativa do Zperia Z, onde ele ganha um pouco em design e perde a proteção de água e poeira que o irmão tem.

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Xperia ZQ – Hardware, dimensões e acabamento

Ele vem com um hardware potente. No papel ele é superior ao Galaxy S3 e o Optimus G – também recem chegado no Brasil – e inferior ao Galaxy S4. Abaixo uma lista com as principais especificações:

  • Processador quad core de 1.5 GHz Snapdragon S4
  • 2GB de memória RAM
  • Cãmera de 13 Megapixels
  • Câmera frontal de 2 Megapixels
  • Tela de 5 polegadas com resolução full HD

A Sony teve um cuidado especial com seu design. Ele é um dos aparelhos mais bonitos do mercado, senão o mais. O conceito de design chamado “Omni design” tem como principal atrativo e, diferencial perante a concorrência, a relação de tamanho do corpo e o tamanho da tela. A tela ocupa 75% da frente do aparelho, sendo assim, ele possui bordas bem finas tanto nas laterais como nas partes inferior e superior. É algo parecido com o que acontece com o RAZR i. Suas dimensões são as seguintes: espessura:9.8mm, largura:69.3mm, altura:131.6mm.

Xperia Zq

O acabamento também é de primeira, dando inveja aos Galaxys da Samsung. Possui a traseira de plástico de excelente qualidade e texturizado bem agradável ao toque, as laterais possuem uma faixa de metal e os botões (ligar, volume e câmera) são de alúminio. Até a lente da câmera é protegida por um aro de aluminio para evitar possíveis riscos.

Xperia Zq

Na parte inferior há um led de notificação que evoluiu em relação aos modelos da linha anterior: ao invés de um led pequenino e redondo, agora é uma espécie de feixe de luz que se espalha para os lados, e claro, mudando de cor de acordo com a notificação. Mimos da Sony.

Um detalhe inédito no design, que contribui com o tamanho reduzido, é que a câmera frontal que tradicionalmente fica acima da tela, foi parar lá embaixo da tela, do lado esquerdo, algo meio imcomum.

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Em uma das laterais há apenas o conector Micro USB que utiliza a conexão MHL (ele não possui saída HDMI). Através de um adaptador – que não vem no pacote – é possível conectá-lo em uma TV de alta definição através dessa mesma porta.  Na outra lateral há os botões de volume, da câmera e o do ligar/ stand by. Esse último também tem um design diferenciado, ele fica no meio do celular e é bem saliente e prateado. O legal nisso é que não importa a mão ou posição que você utilize o celular, facilmente você o alcança.

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Na parte traseira há uma pequena porta onde entram o cartão Micro SIM Card e o Micro SD. A bateria não é removível.

Xperia Zq

Xperia ZQ – Tela

A tela é muito boa, mas não é a melhor do mercado. Em primeiro lugar ela não é de AMOLED. A primeira vez que você pega ele na mão, se você está acostumado com telas de AMOLED, meioq ue instintivamente você vai em configurações para aumentar o brilho, pois dá a impressão dela estar apagada. Como eu tenho um Galaxy S2 e estava testando o RAZR D3, ambos com tela de AMOLED, logo dá para perceber que a tela é mais apagada e com menos contraste. São limites impostos por uma tela LCD. Mesmo com o brilho no máximo, não é igual.  Mas isso não significa que a tela seja ruim, longe disso, ela só perde mesmo no brilho, de resto é um espetáculo. Devido a alta resolução é quase impossível achar os pixels que compõe um ícone, algo fácil de fazer em resoluções menores. Até em telas com resolução HD dá para notar. Abaixo uma foto comparando um ícone do Xperia ZQ (full HD) com o Optimus G (HD). Reparem que no LG Optimus G dá para notar um pouco os pixels.

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O grande destaque fica por conta da espetacular definicação da tela. Mesmo a tela sendo pequena para assistir um filme completo (minha opinião) quando coloquei um filme em FHD nele, assisti o filme inteiro somente apreciando os detalhes dos cenários do filme “The Hobbit” que contribui com belas paisagens na Nova Zelândia. Mas mesmo assim confesso que senti falta de um brilho e contraste melhor. O Xperia ZQ poderia ter uma tela de Super AMOLED ou IPS como Samsung, Apple e LG usam.

XPERIA ZQ – Android e aplicativos nativos

Não gosto muito de falar do Android em si, afinal o Android é sempre Android, o que muda é o Hardware. Mas nesse caso, vale um parágrafo. A Sony estreiou a nova interface Experience Flow UI e abandonou a Timescape (acho que era esse o nome). Para começar já aviso: ela muda completamente o Android, no caso o 4.1.2 Jelly Bean. Minha opinião sobre isso é sempre a mesma, eu não gosto. Embora ela traga algumas funcionalidades interessantes e outras nem tanto. Acho desnecessário pois o Android já faz tudo do jeito dele. Mas tem quem goste, se você quer um Android puro compra um Nexus ou instale uma das centenas de launchers que existe na Google Play, não considero isso um atenuante na hora de comprar um Android.

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A Sony traz diversos aplicativos proprietários para o Android – embora existe um modo dê instalá-los em outros. Todos são bons e úteis. O player de música Walkman é bem bonito e recheado de funcões como conectar ha um servidor de mídia na sua rede WiFi. O player de vídeo tem as mesmas funções, porém roda poucos formatos de vídeos. Há também um aplicativo bem útil de backup.

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A função que mais gostei foi a de mini aplicativos na barra multitarefa. Você pode instalar pequenos aplicativos que ficam fixos na tela tipo um popup. Na própria loja Google Play há várias opções para instalar outros.

Mas o melhor aplicativo sem dúvidas é o de controle remoto. Como o Xperia ZQ tem infravermelho, você consegue controlar qualquer tipo de equipamento de qualquer fabricante. Se não achar o que você quer na extensa lista, ele consegue aprender os comandos do controle original. Quem é das antigas sabe que antigos Nokias com Symbian faziam isso, porém a potência do infra eram horríveis e funcionava no máximo há 2 metros, e olhe lá. No Xperia P consegui controlar facilmente uma TV há 5 metros de distância! confiram o vídeo abaixo:

Xperia ZQ – Perfomance

Como já dito ele possui um hardware bem potente. Não há nada atualmente para Android que ele não rode sem engasgos – acho que o hardware dos aparelhos estão evoluindo mais rápido que o Android, maldito consumismo. Até o mais pesados dos jogos, como o Real Racing 3, parece que você estpa jogando em um console de tão liso que roda. A GPU dele é a Adreno 320, mesma utilizada no Galaxy S4.

Vídeos em full HD rodam muito bem. Quando assisti ao filme The Hobbit, como citei acima, fiz isso com 17 aplicativos abertos dentre jogos pesados como o Real Racing 3, internet e youtube. E o filme sequer deu um lag, muito menos os jogos.

Não gosto de falar em testes de benchmarks, tanto que nem cito nos meus vídeos. Mas muitos consideram esses valores como padrão de comparação com outros modelos, eu não. Sendo assim abaixo alguns números que obtive com ele e ao lado o teste com o Galaxy S4:

Antutu: 21125 (G4: 25780)

Quadrant: 7322 (G4: 12450)

Vellamo html5: 2098 (G4: 2032)

Xperia ZQ – Câmera fotôgráfica/ filmadora

A Sony muito falou da câmera do Xperia ZQ, principalmente no evento de lançamento, mas o desempenho foi abaixo do que eu esperava. Não estou falando que ela é ruim, apenas que não e tão diferente de outros modelos com Android do mesmo nível, e ainda é bem inferior ao Lumia 920.

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Ele possui um sensor Exmor RS de 13 megapixels. Segundo a Sony o Xperia ZQ  tiraria fotos detalhadas e com pouco ruídos, tudo isso em condições até mesmode pouca iluminação. Nos nossos testes as fotos ficaram boas, porém é comum perceber ruidos nas mesmas principalmente ao dar ZOOM nas imagens. Quanto a iluminação, realmente ele consegue tirar fotos com boa iluminação mesmo no escuro, porém nessa condição as imagens ficam com ruidos, e se houveu algum ponto de luz, ele fica borrado. Note que tudo isso que eu falei acontece com todos os Androids da atualidade. Sendo assim a câmera está na média, quem sabe um pouco acima, mas não é extraordinária e nem se compara com a tecnologia Pureview. Abaixo algumas fotos tiradas por ele:

foto xperia zq
Foto tirada a luz do dia
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Foto com pouca iluminação utilizando o flash

Mas o software da câmera tem funções legais como o modo contínuo onde a câmera consegue tirar incríveis 10 fotos por segundo! e mais, se você apertar e continuar com o botão apertado, ele irá tirar fotos eternamente, ou até acabar a memória do celular ;D. Faça algumas contas e saiba que em menos de um minuto você conseguirá tira mais de mil fotos! E não se preocupe com sua galerias, essas mil fotos automaticamente serão agrupadas em apenas uma pasta, separada das outras fotos.

Na parte de filmagem ele faz vídeos em full HD 1080p. Possui como destaque o modo HDR que serve para ajustar a iluminação de um vídeo, caso a cena tenha uma iluminação própria por de trás do que você esteja focando, além disso ele também aumenta o contraste dos vídeos. Segundo a Sony, e o único aparelho do mundo que faz isso. Ele não possui um estabilizador de imagens como o Lumia 920, porém um ponto forte fica por conta do áudio da gravação, bem melhor que o da linha Galaxy.

Bateria

Nessa questão há dois pontos para comentar: primeiro que ela esquenta muito. Ao que me parece, o plástico utilizado nele retém muito o calor do aparelho, não sei se é bem o calor da bateria. Ao ficar vários minutos em atividades que exigem muito processamento como, por exemplo, jogar, ele fica bem quente ao ponto de incomodar na hora de segurar. A consequência é o segundo ponto: nessas atividades que exigem muito do aparelho, a bateria acaba rapidamente. Se você jogar durante uma hora e depois mais umas uma hora de vídeo, pronto, a bateria já fica em cerca de 10~15%. Ao utilizar ele de modo moderado, com 3G e WiFi ligados, ela durou cerca de 14 horas.

Vídeo Review

Fotos

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Comentários
  • Bom dia a todos.

    Meu nome é Lucas, e eu me cadastrei nesse site ( que nunca vi na minha vida ) pra falar o quanto essa reportagem foi ridicula. Eu simplesmente tomei nojo dessa bosta de site, por conta de tamanha imparcialidade citada nesse review! O aparelho em questão SONY XPERIA ZQ é muito bom, meus dois amigos o possuem, peguei os dois e fui dar uma olhada nesses defeitos citados por aqui. O único que consta e é verdade é o do WIFI que foi com a ultima atualização liberada pela sony, corrigiu esse erro. Mas vamos lá, querido gizmodo.. Desculpe mas tenho que falar pra vocês, pararem de babar ovo da samsung e serem mais parciais, seus lixos! Eu simplesmente nunca vi matéria mais comprada e alienante! Recomendo a todos irem no site do TECMUNDO OU TECHTUDO E VEREM UM REVIEW PARCIAL E DE RESPEITO! E SOBRE ESSE BABACA DESSE JUNIOR REIS, ELE JA É FAMOSINHO NA INTERNET POR DIFAMAR OS APARELHOS DA SONY, VIDE GSM ARENA! O APARELHO VALE CADA CENTAVO DESSES R$ 2,000 REAIS, E GRAÇAS A ESSE REVIEW ESTOU COMPRANDO O MEU! ACABEI DE COMPRAR NO PONTO FRIO! SITE LIXO, NUNCA MAIS ENTRO AQUI!

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Sony anuncia Xperia L2, Xperia XA2 e XA2 Ultra

A Sony anunciou hoje dois novos smartphones para sua linha intermediária. Foram lançados oficialmente os modelos Xperia XA2, Xperia XA2…

A Sony anunciou hoje dois novos smartphones para sua linha intermediária. Foram lançados oficialmente os modelos Xperia XA2, Xperia XA2 Ultra, e Xperia L2.

Nada é realmente novo, afinal todos os modelos já haviam sido vazados há alguns dias, inclusive suas especificações técnicas.O Xperia XA2 possui tela de 5,2 polegadas com resolução Full-HD (1920 x 1080), processador Snapdragon 630, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento expansível por microSD.

Sony Xperia XA2

Xperia XA2

Há um leitor de digitais na traseira de metal, abaixo da câmera. As bordas são feitas de alumínio anodizado. Ele tem 9,7 mm de espessura e 171 g.

O destaque fica para a câmera traseira de 23 megapixels com sensor Exmor RSTM de 1/2,3″ e sensibilidade ISO 12800 para fotos em pouca luz. Ela grava vídeos em 4K, e também vídeos em câmera lenta a 120 quadros por segundo. Por sua vez, a câmera frontal de 8 megapixels tem ângulo de 120° para caber mais pessoas na selfie.

A bateria de 3.300 mAh tem suporte a carregamento rápido e também à tecnologia Qnovo Adaptive Charging, para aumentar sua vida útil. O Xperia XA2 roda Android 8.0 Oreo e estará disponível em fevereiro nas cores prata, preto, azul e rosa.

Sony Xperia XA2 Ultra

Sony Xperia XA2 ultra

Por sua vez, o Xperia XA2 Ultra é maior e um pouco melhor: tela Full-HD de 6 polegadas, processador Snapdragon 630, 4 GB de RAM e 32 GB/64 GB de armazenamento expansível por microSD.

Ele foi “projetado especificamente para selfies”. Temos aqui uma câmera frontal dupla: um dos sensores tem 16 megapixels e estabilização óptica de imagem; o outro tem 8 MP e ângulo de 120 graus. Ambos possuem flash frontal.

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Na traseira, a câmera é a mesma que no Xperia XA2: 23 megapixels, sensibilidade ISO 12800, gravação em 4K e câmera lenta a 120 fps. O leitor de digitais também fica abaixo da câmera. A bateria é de 3.580 mAh; são 9,5 mm de espessura e 221 g.

O Xperia XA2 Ultra roda Android 8.0 Oreo e estará disponível a partir de fevereiro nas cores prata, preto, azul e ouro.

Sony Xperia L2

xperia L2

Por fim, temos o Xperia L2, com especificações mais modestas. Ele possui tela HD de 5,5 polegadas, processador Mediatek MT6737T, 3 GB de RAM, e 32 GB de armazenamento expansível.

O leitor de digitais fica abaixo da câmera traseira de 13 megapixels f/2,0. A câmera frontal tem 8 megapixels e ângulo de 120 graus. A bateria é de 3.300 mAh. São 9,8 mm de espessura e 178 g.

O Xperia L2 será lançado nas cores preto, ouro e rosa, rodando Android 7.1.1 Nougat, no final de janeiro. Os preços ainda não foram revelados.

Via Engadget.

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Renders do Sony Xperia XA2 Ultra e Xperia L2 mostram tela curva

O perfil @OnLeaks trouxe presentes para todos os fãs da Xperia hoje, especialmente aqueles que não encaram os tops de…

O perfil @OnLeaks trouxe presentes para todos os fãs da Xperia hoje, especialmente aqueles que não encaram os tops de linha salgados da marca: estamos falando de renders das séries Xperia XA e L da Sony. Smartphones mais “baratinhos” da japonesa.

De acordo com esquemas CAD, o Sony Xperia XA2 Ultra será um par de milímetros mais curto em comparação com o antecessor e medirá 162,5 x 80,0 x 9,5 mm.

Entre outras coisas, isso significa que a Sony está aderindo à proporção clássica de 16: 9 para uma tela de 6 polegadas. A partir do vazamento anterior, sabemos que estamos olhando para uma tela de 1080p, alimentada por um chipset Snapdragon 630 com memória de 4GB / 64GB.

Seguindo a tendência de 2018, eles trarão uma câmera frontal dupla para selfies, sendo de 16MP, enquanto o obturador traseirao terá um único sensor de 21MP.

O Xperia XA2 menor diminui uma polegada para uma tela de 5 “e mede  141,6 x 70,4 x 9,6 mm. Isso torna mais curto, mas um pouco mais largo e mais grosso do que o XA1 (talvez possamos obter uma atualização em sua bateria de 2.300mAh). Não há detalhes concretos na resolução da câmera ou no chipset.

Volte e veja as imagens novamente – o que o leitor de impressões digitais está fazendo nas costas? Certo, a série XA tem bordas laterais muito estreitas e não pode acomodar um leitor de impressão digital lateral. Mas este seria o primeiro smartphone da Sony com leitor de impressões digitais na traeseira.

Em seguida, o Sony Xperia L2 está subindo um degrau. Enquanto o modelo de 2017 tinha um processador quad-core de baixo clock, o novo é rumorado para obter um processador mais poderoso com 8 núcleos, sendo um  Snapdragon 630 com 4 GB de RAM. A versão Android (Nougat) é menos do que atual, mas é perceptível em um dispositivo acessível. Porém vale lembrar que a Sony vem se mostrando competente na hora de atualizar seus smartphones.

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Não há informações de resolução na tela de 5.5 “, mas era 720p no telefone anterior. Nós pensamos que vai ficar o mesmo novamente, não é perfeito, mas, de outra forma, o preço aumentará para o suporte médio.

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Vídeo review: 3 meses com o Moto X4, vale a pena?

Confiram o review em vídeo do Moto X4, novo smartphone da Motorola que trás um super design em vidro mas peca em suas câmeras.

Dando continuidade há uma das mais famosas linhas de smartphone da Motorola, a X, a Lenovo trás finalmente um sucessor: o Moto X4. Mas, diferente dos anteriores, é um smartphone mais barato com hardware de intermediário. Será que vale a pena? Assistam o vídeo acima e descubram.

Moto X4 – Design

O Moto X4 tem um foco maior no design. Com um acabamento inteiro de vidro, e a traseira com efeito 3D, é o smartphone mais bonito já feito pela Motorola. Além disso, ele conta com proteção IP68 contra água e poeira, sendo possível emergir o dispositivo em até 1,5 metros de profundidade.

Moto X4 – Hardware

Ele conta ainda com um bom hardware intermediário com processador Snapdragon 630, 3 GB de memória RAM e apenas 32 GB de armazenamento interno. Sendo seu armazenamento seu calcanhar de áquiles, já que somente 15 GB é disponível para o usuário. O motivo eu já expliquei aqui, mas resumidamente ele possui uma partição de 8 GB para o sistema e mais outra de 8 GB clonando a primeira. Sendo assim, mais de 16 GB são ocupados.

Moto X4 – Câmeras

Sua câmera, que deveria ser a principal feature, é dual com um sensor de 12 MP com abertura de f2.0 e outro de 8 MP com abertura de f2.2. Esse último tira fotos em preto e branco. No geral as fotos condizem com seu preço, nada de muito fantástico.

O problema são seus efeitos de profundidade. Na teoria funcionaria muito bem. Através de software, a câmera identifica o fundo e a frente da foto. Com isso, o software consegue, por exemplo, desfocar o fundo, mudar para preto e branco e até trocar por outra foto. Mas na prática não funciona muito bem. O reconhecimento só acontece quando a distância entre a imagem da frente e da traseira é grande o bastante. Em distâncias curtas o software erra bastante, borrando bordas.

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A câmera frontal também é um problema sério, pois a mesma não consegue focar o rosto, sempre ficando um meio termo entre o fundo e a frente.

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Review Galaxy S8: 6 meses depois ele ainda é o melhor

Já se passaram mais de 6 meses do lançamento do Galaxy S8, o topo de linha da Samsung atualmente, juntamente…

Já se passaram mais de 6 meses do lançamento do Galaxy S8, o topo de linha da Samsung atualmente, juntamente com o Galaxy Note 8. Depois de 6 meses usando esse aparelho resolvemos, finalmente, publicar nosso review. Será que vale a pena? Ele é realmente o melhor? Confiram os detalhes abaixo.

Review em vídeo do Galaxy S8

Review Galaxy S8 – Design

Sem dúvidas o que mais chama a atenção no Galaxy S8 é seu design. Embora a tela curva já estivesse presente no Galaxy S7 Edge e S6 Edge, as coisas ficaram menores. Se trata de um smartphone gigante mas em um corpo pequeno. O Galaxy S8 é um Galaxy S7 com tela maior, mas não com carcaça maior. Ele possui tela de 5,8 polegadas e mesmo assim é significativamente menor que qualquer smartphone de 5,5 polegadas. Para se ter uma ideia, ele é mais estreito que um Moto G5S que tem tela de 5,2 polegadas.

Review Galaxy S8 frontal

De largura ele é mais fino que o antecessor Galaxy S7 que tem tela de 5,2 polegadas. Porém é mais alto. É o novo padrão de telas 18:9. Além disso, mesmo de altura ele é pequeno. A Samsung removeu os botões físicos de início, voltar e multitarefa, que foram para a tela, como já acontece em outras fabricantes.

Review Galaxy S8 frontal

Uma tecnologia interessante nele é que o botão inicio, mesmo sendo visualmente virtual, ele ainda é fisíco. Ou seja, é um botão fisico que é virtual, entendeu? Vamos explicar. A Samsung manteve um sensor de pressão embaixo da região onde o botão de início é exibido. Isso significa que ele pode ser acionado a qualquer momento, inclusive com a tela desligada ou quando você estiver rodando um jogo em tela cheia.

No geral ele é mais premium que o Galaxy S7. Detalhes como o calombo da câmera traseira finalmente sumiu por completo (embora fosse praticamente inexistente no anterior). Ele também é mais confortável que o S7 Edge, pois as bordas curvas ficaram  mais suaves e o aro de metal também é mais suave. Claro que o tamanho fino ajuda muito. A maioria das pessoas conseguirá usar ele com apenas uma mão.

Review galaxy s8 espessura

O conector de ouvido continua lá, firme e forte do lado do conector Tipo C, que estranhamente ficou de fora na geração passada. Em uma das laterais há a bandeja para 2 SIM Cards mais o cartão micro SD: isso mesmo, há uma bandeja hibrída por aqui. Infelizmente não é tudo separado como no Galaxy A5 2017, por exemplo. Mas é um avanço já que o S7 só tinha opção Single SIM.

Review Galaxy S8 conector de fone de ouvidos

Outra coisa que reparei é que ele ficou mais resistente. Embora continue de vidro atrás e na frente, para garantir o carregamento sem fio, ele é muito resistente. Mesmo após várias quedas ele continuou intacto, até mesmo o aro de metal pouco amassa. No S7 esse aro era mais maleável, amassando facilmente, e o vidro também quebra com certa facilidade. Porém,  vidro da traseria arranha muito fácil, muito fácil mesmo. Usar sem capinha terá um resultado desastroso em dias, como podem notar abaixo.

Review Galaxy S8 traseira arranhada

Review Galaxy S8 – Tela

A linha Galaxy S tradicionalmente possui as melhores telas de smartphones do mundo. Não tinha muito o que melhorar no Galaxy S7, ele já é excelente. Mas melhorou no Galaxy S8. O painel AMOLED de 5,8 polegadas com resolução de 2960×1440 pixels é impecável, com cores equilibradas de fábrica, sem excesso de saturação, além de brilho forte, alto nível de contraste e ângulo de visão irrepreensível. A diferença para o S7 que mais reparei foi justamente a melhora no brilho, dá para usar o aparelho confortavelmente mesmo em um dia ensolarado sem nuvens. Algo raro hoje em dia.

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Review Galaxy S8 tela

Assim como aconteceu com a atualização para o Nougat no Galaxy S7, a tela agora não vem configurada no padrão para a resolução máxima. Ao invés disso, ela vem por padrão configurada em 2220×1080 pixels. Se trata de um full HD+. Ou seja, mesmo sendo a metade da capacidade da tela, é impossível ao olho nu notar essa diferença. Isso ajuda na economia de bateria: a GPU é poupada, já que não precisa renderizar textos, animações de menu e ícones de aplicativos usando o máximo de potência. Se quiser mais economia, ainda dá para diminuir para HD+ com resolução  de 1480×720 pixels, o máximo só fica mesmo para realidade virtual.

Por ter uma proporção de tela de 18,5:9, nem todos os aplicativos ocupam todo o espaço do display, ficando com faixas pretas. Você pode esperar que o desenvolvedor atualize o aplicativo ou forçar manualmente para que o software ocupe o painel inteiro — eu fiz isso em vários aplicativos e não notei problemas de compatibilidade. Quando um vídeo está rodando em tela cheia, o Galaxy S8 mostra um botão para que a imagem passe a ocupar todo o display, se você preferir assim. Mas não se preocupe, isso vai virar padrão, ainda mais que o próximo aparelho do Google (inclusive farão o próprio hardware) virá com esse padrão. É a melhor tela é pronto.

Review Galaxy S8 – Câmeras

Assim como em tela, a linha Galaxy S também é referência em câmeras. O Galaxy S7 possui uma das melhores câmeras do ano passado, considerada por muitos como a melhor. Porém, do ano passado para cá houve uma grande evolução por parte de concorrentes. Principalmente com a padronização para as câmeras dual. Com isso, esperavá-se uma câmera dual no S8, porém não veio, foi papel do Note 8 trazer. Mas mesmo assim ainda temos uma das melhores câmeras do mercado no papel e na prática.

A Samsung praticamente não mexeu na câmera traseira em relação à geração anterior. O Galaxy S8 tem sensor de 12 megapixels e lente com abertura f/1,7 — que continua sendo uma das maiores do mercado, o que em teoria permite fotos noturnas de melhor qualidade. Ele não tem exatamente o mesmo sensor do Galaxy S7, mas tem o mesmo número de pixels, o mesmo tamanho físico e as mesmas tecnologias.

Review Galaxy S8 cameras

 

Isso é ruim porque não houve um avanço realmente significativo na qualidade das fotos, mas, por outro lado, pode ser bom porque a câmera do Galaxy S7, mesmo em 2017, ainda se sobressai na multidão.

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No software, a Samsung colocou alguns efeitos especiais no aplicativo de câmera, como carimbos, stickers e máscaras em tempo real, a funcionalidade inútil mais importante e popular do momento. E houve melhorias na usabilidade, sendo possível controlar o zoom (digital, infelizmente) apenas deslizando o botão do obturador para cima ou para baixo, evitando o gesto de pinça.

Quanto à qualidade da fotografia, o Galaxy S8, como dito acima, continua uma das melhores câmeras do mercado. A principal melhoria foi na câmera frontal, que teve sua resolução elevada para 8 megapixels, o que de fato resultou em aumento de definição nas selfies. Em conjunto com a lente, que também possui abertura f/1,7, os resultados são excelentes. E para finalizar, a câmera frontal agora conta com foco manual. Não é o único, mas é o primeiro que testei com câmera frontal com essa tecnologia.

foto camera frontal galaxy s8

De praxe, se a iluminação ajudar as fotos tiradas pelo S8 são de fato excelentes. Nível de ruído baixissimo, cores fiéis como pouca intervenção de software, nível de detalhes acima do normal e um alcance dinâmico fenômenal, sendo o melhor que já testei nessa categoria. Nada de branco sempre estourado, ou sombras escondendo objetos forografados. Perfeito equilibrio, para um smartphone.

Foto camera galaxy S8 Foto camera galaxy S8 Um detalhe interessante é o modo foco seletivo. Embora sempre presente nas gerações anteriores. Dá para perceber que a Samsung melhorou o software. Isso se deve ao fato da concorrência ter duas câmeras e produzir por hardware o efeito bokeh. Porém, mesmo assim, o resultado da câmera única do Galaxy S8 é melhor que vários dual câmeras que vejo por aí.

Foto camera galaxy S8 Foto camera galaxy S8

Parabéns para a Samsung. Embora tenha um modo manual, raramente é necessário usar, pois o automático quase sempre acerta nas configurações.

Com iluminação ruim, as fotos continuam muito boas. O nível é o mesmo do Galaxy S7: a definição é muito boa, praticamente não existe ruído e as luzes não estouram. Em ambientes pouco iluminados e com luz artificial, as fotos também ficam acima da média.

Foto camera galaxy S8 noite Foto camera galaxy S8 noite Foto camera galaxy S8 noite

Review Galaxy S8 – Hardware e perfomance

O processador usado no Galaxy S8 brasileiro é o Exynos 8895, atualização do usado no Galaxy S7 que era a versão 8890. Nos EUA e alguns outros países, é utilizado o Snapdragon 835. Mas, ao contrário do que muitos pensam, no gera o processador da Samsung possui características que se sobressaem frente ao concorrente. Ele conta com quatro núcleos Exynos-M1 de 2,3 GHz de alto desempenho e quatro núcleos Cortex-A53 de 1,7 GHz de baixo consumo de energia. É o primeiro chip para dispositivos móveis com litografia de 10 nanômetros, junto com o Snapdragon 835. Lembrando que atualmente, a Samsung fabrica ambos, embora no caso do Snap a Qualcomm para ela fabricar seu projeto.

O desempenho é muito bom. Ele tem um multitarefa eficiente, que não fica matando os aplicativos em segundo plano, não apresenta sinais de engasgo e faz qualquer coisa sem o minimo de dificuldade. Resumindo: é o melhor processador do mercado. Fecha com 4GB de RAM e 64GB de armazenamento interno. O Galaxy S8+, com excessão da tela, possui o mesmo hardware, porém há ainda uma versão bem mais cara com 6GB de RAM e 128GB de armazenamento interno.

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Um destaque é o fato do Galaxy S8 ser o primeiro smartphone do mercado com Bluetooth 5.0. A nova versão da tecnologia de conexão sem fio traz novidades evolucionárias, como o dobro de velocidade de transmissão e quatro vezes mais alcance. A Samsung aproveitou a novidade para colocar o recurso Áudio Duplo, que permite transmitir simultaneamente para dois fones de ouvido (para compartilhar o som) ou dois alto-falantes (para amplificar o volume). E aind aconta com o USB 3.1, que traz possibilidades interessantes como transmitir imagem via HDMI, bastando um adaptador USB Tipo C para HDMI. O adaptador dos novos Macbooks funcionam nele.

Mas a principal novidade é o leitor de íris, que foi herdado do Galaxy Note 7. Ele é confiável e, teoricamente, funciona mesmo no escuro por meio de infravermelho. No geral não gostei tanto. A câmera precisa enxergar seus olhos, então é necessário posicionar bem o aparelho na sua frente. Embora muitos dizem o contrário, na minha experiência houve bastantes falhas ao ponto de desistir do seu uso.

Juntando o fato do leitor ser pouco útil, para meu uso, juntou o fato da Samsung ter feito a maior cagada do S8: a posição do leitor digital. Ele fica estranhamento ao lado da câmera. Além de toda hora meter o dedo na lente da câmera, devido ao posicionamento alto e o celular ser alongado, preciso sempre subir a mão no celular. Resumindo, muitas vezes deixo de usar proteção para não passar nervoso.

No quesito bateria, não houve evolução frente a geração passada. Infelizmente, continua em 3.000 mAh. A bateria do Gaalxy S7 era boa em seu lançamento, porém ela sofre de perda considerável de desempenho com o passar do tempo. Tenho um S7 com 1 ano de uso e ele deve durar a metade do tempo de que no começo, e atualização para o Nougar ajudou nisso.

O S8, depois de 6 meses, já perdeu também. Deve durar uns 10% menos desde que comprei. Pelo menos, ele está mais otimizado para o Nougat. Só espero que com a chegada do Android 8.0 Oreo, ele melhore em bateria e não piore.

Nos meus testes, tirando o aparelho da tomada às 9 horas da manhã, ouvindo duas horas de streaming de música no 4G, e navegando na web por 1h30min a 1h50min, também pela rede móvel, eu sempre cheguei em casa às 23 horas com algo entre 20% e 30% de bateria.

Review Galaxy S8 – Prós e contras

Prós

  • Câmera de alto nível
  • Melhor tela do mercado
  • Hardware de última geração
  • Proteção contra água

Contras

  • Leitor de impressões digitais mal posicionado

Review Galaxy S8 – Conclusão

Vale a pena? Sinceramente depende. Custando mais de 3 Mil Reais atualmente, na minha opinião ele não oferece tanta coisa assim a mais que um Galaxy S7 Edge por quase o dobro do preço. É melhor, obviamente que sim, mas as diferenças não serão tão notadas assim para justificar o preço. Mas, se a diferença de preço não seja problema para você, ele é disparado o melhor top de linha do mercado brasileiro atualmente rodando o sistema Android. É um celular sensacional para ser usado sem problemas por, pelo menos, uns 3 anos.

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