Review ASUS Zenfone 3, o mais bonito dos intermediários

A ASUS trouxe ao Brasil o Zenfone 3, para isso fez muita propaganda e distribuiu smartphones para blogueiros, jornalistas e youtubers. Infelizmente essa ação em massa faz com que surjam muito reviews totalmente parciais. Mas aqui é diferente: confiram o review do Zenfone 3 e descubram seus pontos fortes e pontos fracos e se vale a pena a compra.

Review Zenfone 3: Design e acabamento

O maior atrativo, colocado pela própria ASUS, é o design do Zenfone 3, e acreditem: ele é muito bonito mesmo. Com um design frontal e traseiro todo em vidro, ele nem de longe lembra um smartphone intermediário, que de fato ele é. A parte de trás é um show a parte com o efeito de luzes concêntricas, característica da marca.

Na parte frontal ele tem um formato bem popular que lembra bastante o Galaxy S6 e o iPhone 6. Mas, como nem tudo é perfeito, na parte frontal há algumas coisas no design que realmente me incomoda. Primeiro a falta de iluminação nas teclas de navegação, isso é coisa de smartphone de entrada. No escuro é impossível saber onde estamos tocando, tudo bem que com o tempo acostuma, mas para a qualidade geral dele, é uma mancada da ASUS.

Segundo é as bordas laterais, e como há bordas. Elas são enormes tornando o celular largo. Claro que sua espessura ajuda a disfarçar essa sensação, mas se as bordas fossem mais finas ele ficaria muito mais bonito. Além disso, além das bordas físicas grandes, há também bordas pretas na tela. Mas como disse, são fatos pontuais, no geral é um smartphone muito bonito.

Agora com respeito a construção não há segredo: é vidro, e vidro é assim: caiu, quebrou e fim de papo. Tá cheio de pseudo jornalista falando que o Zenfone 3 é resistente, aguenta queda e etc. No meu caso não, caiu de menos de 1 metro de distância e a telha estilhaçou, sem dó nem piedade. Tanto que o segundo que recebi, só usei depois de comprar um case. Eu sei que é uma segurança mais psicológica do que real, mas como tenho mãos de manteiga e o vidro do Zenfone 3 escorrega muito, a pegada ajuda a não cair.

Hardware e Perfomance

O Zenfone 3 tem um processador Qualcomm Snapdragon 625 octa-core, assim como o Moto Z Play. Essa é uma diferença importante para a Asus e marca o fim do uso de chips da Intel, que consumiam muita bateria, segundo a própria fabricante. Esse processador, ao contrário do design, deixa claro a categoria de intermediário dele. O desempenho é excelente, para um smartphone intermediário.

A versão avaliada pelo Tekimobile foi a com 4GB de RAM e 64 GB de armazenamento, que atualmente está custando R$ 1899. Em minha opinião é o melhor custo x beneficio. Se 64 GB não é suficiente para você, ele aceita cartão micro SD de até 2 TB.

Um ponto que vale menção é a conectividade Wi-Fi do Zenfone 3, que está no padrão 802.11ac, pouco comum entre os smartphones intermediários. Essa conexão ajuda a aumentar a velocidade da navegação em redes Wi-Fi, desde que os roteadores também tenham suporte a esse padrão de conectividade. Tenho outros intermediário em casa e a velocidade realmente é maior.

A GPU Adreno 506 deu conta de executar jogos considerados pesados, como Real Racing 3 e Unkilled, sem problemas de performance perceptíveis a jogadores casuais. Somente no Unkilled, quando configurado para o máximo de perfomance deu leves travadas, mas nada que atrapalhe. Afina, com repetir: é um intermediário.

Abaixo uma tabela de pontuações nos aplicativos de benchmarks. Notem que ele se sai melhor que o LG G5 SE que usa um processador superior, na teoria: o Snapdragon 652.

Benchmarks Moto Z Play Moto Z Galaxy S7 edge LG G5 SE Zenfone 3
AnTuTu 62944 58.861 129618 62337 62672
Basemark OS II 1089 2261 2551 1077 1276
Geekbench 4 2510 2813 6415 4036 3990
Vellamo 3316 3392 5201 3293 3316

 

Tela

A tela IPS LCD de 5,5 polegadas (1920×1080 pixels) do Zenfone 3 impressiona pelo brilho altíssimo: o sol não é nenhuma ameaça à visualização do conteúdo. Em regra, painéis LCD são bem melhores que os AMOLED quando falamos de brilho, mas a vantagem da Asus é notável quando comparo o Zenfone 3 com aparelhos como iPhone 6s e Nexus 6P.

Por padrão, o visor mostra tons de cores mais naturais, o que me agrada bastante, mas pode deixar alguns usuários frustrados, especialmente os acostumados com telas AMOLED mais saturadas. De qualquer forma, assim como nos Zenfones anteriores, é possível deixar as cores mais vivas e ajustar a temperatura de cor por meio do aplicativo Splendid, da própria Asus.

Além do alto brilho e das boas cores, o visor do Zenfone 3 apresenta um nível de preto bastante profundo, levando em consideração as limitações do LCD, e ângulos de visão irrepreensíveis. Ele traz, provavelmente, a melhor tela da categoria.

Zenfone 3 e seu software

Grande ponto negativo do Zenfone 3 é de fato a Zen UI, a interface proprietária da ASUS. Em tempos de menos é mais, onde fabricantes como Sony e até a Samsung estão limpando cada vez mais suas interfaces, a ASUS trás novamente uma interface muito infantilizada e uma tonelada de aplicativos inúteis. Sem contar até alguns erros de traduções para o português. Mas nem tudo é ruim, a Zen UI também trás alguns recursos bacanas que, para usuários leigos, ajudam bastante no uso do smartphone.

O aplicativo da Asus mais interessante presente no Zenfone 3 é o Asus Mobile Manager. Nele, dá para fazer coisas como mudar o modo de gestão de bateria; medir o uso de dados de internet móvel; ver quais apps mandam mais notificações; limpar a memória RAM e gerenciar as permissões de aplicativos.

O assistente de áudio é outro app interessante. Ele dá ao usuário o poder de controlar o som do celular de acordo com a sua preferência. Dá para escolher modos pré-programados, mas também é possível alterar manualmente a intensidade de frequências graves e agudas e gerenciar a equalização sonora.

Outra função interessante é a possibilidade de controlar o brilho e contraste da tela, presente desde o Zenfone 5.

A questão é: todas essas funções legais não interferem no desenho geral da UI, ou seja, poderiam estar ali mesmo em um Android Puro.

Mas isso tudo é relativo. Há quem goste da Zen UI e curte as cores e temas disponíveis. E outra coisa, não gostou, instale um launcher de terceiros e seja feliz. Ela não representa um motivo para não comprar o Zenfone 3.

Câmeras

Aqui mais um ponto super destacado pela ASUS: as câmeras. A principal do Zenfone 3 tem sensor de 16 MP com abertura de f/2.0. Além disso conta com um laser que ajuda na focagem e algo incomum nessa categoria: um estabilizador de imagem mecânico de 4 eixos.

Antes de ir direto para a qualidade das imagens produzidas, vale destacar o foco super rápido de 0,3 segundos. Além disso, o foco do Zenfone é muito inteligente. Você não vai ter problemas para escolher o que você quer focar, como acontece com outros aparelhos. Basta tocar, no objeto a frente ou do fundo, e rapidamente ele foca. Excelente.

Outro fator é o modo manual. Seguindo o exemplo da LG (melhor modo manual atualmente), Samsung e agora a Lenovo nos últimos lançamentos, a ASUS reconheceu que ter um modo manual é algo que faz muita diferença para quem gosta de fotografar.

Agora vamos aos resultados. No geral, as cores das fotografias feitas com o Zenfone 3 prezam pela fidelidade, ou seja, não estoura as fotos ou exageram no contraste. Embora há quem prefira assim. Porém, nas espere milagres. O resultado não chega ao nível do Galaxy S7, G5 ou outros tops de linha. Em uma comparação com seu melhor concorrente, o Moto Z Play, as fotos do Zenfone 3 empata ou perde, dependendo da situação.

Mas no geral, se colocarmos na balança a velocidade do foco e do obturados do Zenfone 3 e o modo manual bem completo e fácil, entre os 2 eu ficaria com o Zenfone 3, considerando somente a câmera.

Além das características já faladas, o Zenfone 3 tem uma série de modos de fotografia. Um interessante é o Depth of Field, traduzido como profundidade de campo pela Asus. Com ele é possível que você coloque um objeto ou pessoa em primeiro plano enquanto deixa o fundo fora de foco. Algumas fotos são tiradas e automaticamente combinadas em uma só. Desta forma, você pode escolher o quando o objeto em foco ficará terá seu entorno desfocado.

A câmera frontal tem sensor de 8 MP e também tem recursos de software exclusivos. É possível, por exemplo, ativar o HDR (que combina imagens com tempos de exposição diferentes para obter melhor taxa de brilho e contraste) ou gravar vídeos em câmera lenta e gifs. Além do modo embelezamento, um “photoshop” em tempo real.

Review Zenfone 3: Bateria

Outro ponto interessante do Zenfone 3. Lembrando que a versão anterior usava processador Intel, famoso por drenar a bateria. Já o Zenfone 3. Ele faz jus ao número alto da bateria: 3000 mAh. Ele se mostrou bem melhor do que eu esperava. No geral, ele aguenta bem 1 dia de uso moderado, sem precisar ser conectado a tomada. Em alguns dias ele me deu 5 horas de tela, que para meu uso é excelente.

Em um dia de uso normal, com 3 hrs de streaming de música, 2 hrs de navegação na internet via 4G, sempre com o brilho no máximo, cheguei em casa a tarde com cerca de 20% de bateria. Poucos aparelhos chegam comigo nesse horário sem ter sido carregado durante o dia. Claro que fiquei me policiando, afinal o carregador do Zenfone 3 é do padrão USB Type-C. Isso significa que você precisará tê-lo sempre por perto, já que esse tipo de conector não é tão popular quanto o microUSB atualmente.

Obviamente não se compara com seu concorrente direto, o Moto Z Play, onde facilmente chego no outro dia com a bateria. Mas essa não é a proposta do Zenfone 3. Parabéns pelo bom trabalho na ASUS na otimização do consumo de energia.

Video Review

Zenfone 3 – Prós e contras

Prós

  • Design de primeira linha, ele realmente é muito bonito
  • Bateria que condiz com a propaganda, está acima da média
  • Melhor câmera de sua categoria

Contras

  • Aparelho é bem frágil para desastrados como eu
  • Botões capacitamos e sem retroiluminação
  • Zen UI feia (relativo) e excesso de apps pré-instalados.

Review Zenfone 3 – Conclusão

Estamos diante de um smartphone muito bem feito, com excelente acabamento, sendo um dos melhores em sua categoria de intermediário. Por outro lado, todo o hipe de campeão de custo beneficio que o Zenfone 2 tinha, foi por água abaixo. Embora não tenha um preço exorbitante, o Zenfone 3 entra praticamente na mesma faixa de preço do seu principal concorrente: o Moto X Play. Sendo assim ele não é uma opção garantida, já que o smartphone da Lenovo leva a melhor em alguns aspectos e o Zenfone 3 em outras. Ou seja, ele é mais um na briga, não um concorrente isolado.

8.0
Pontuação final
Design e acabamento: 8.0
Hardware: 8.0
Tela: 8.0
Bateria: 8.0
Câmera: 8.0

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